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O ASTRO

O ASTRO

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APOLINÁRIA, A BORBOLETA AMANTE

APOLINÁRIA, A BORBOLETA AMANTE

Não, não vou sair daqui...

Não, não vou sair daqui...

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O VELHO TERMINAL


É o último dia dele! Hoje ele não escapa!
Na hora em que o velho morrer, festejarei.
Não haverá violência. Se quer nenhum tapa.
Com a morte do velho, nenhum remorso terei.

Nada a queixar dele. Para mim ele foi muito bom.
Mas a vida é assim. Pra morrer basta estar vivo.
Não haverá lágrimas. Sua morte trará muito som,
muitos sorrisos, muitos abraços. É compreensivo...

Para quando chegar a hora, já tenho a vestimenta.
Roupa toda branquinha e a peça íntima amarela.
É uma simpatia que me fora ensinada pelo povo.

Passar hoje da meia-noite o velho não aquenta.
Isto é fato. Chegando a hora ,abra bem a goela
e solte com todos os pulmões: Feliz ano novo!

O FILHO DA POETISA

AGOURO COM O NOVO ANO


Meu Filho, nessa passagem de ano reze
e reze muito para mais tarde não reclamar,
o ano novo que inicia hoje é dois mil e treze;
todo mundo sabe que treze é número de azar.

Está achando minhas palavras sem noção?
Dar-lhe-ei exemplos que mudarão sua ideia.
antes de acontecer a fatídica sexta-feira da paixão
Havia trezes pessoas presentes à última sagrada ceia.

Nas lâminas do tarô o treze representa a morte.
Na sexta - feira treze, então, em que o mal é o norte...
Chega! Dei exemplos de sobra para provar a minha tese!

Tia, muita gente tem opinião contrária a da senhora.
No catecismo me disseram que se em nosso coração mora
Papai do céu, não existirá nenhum mal que contra nós pese.

O FILHO DA POETISA

sábado, 29 de dezembro de 2012

UM ANO NOVO DIVINO

Vou seguir firme a estrela do oriente
Com muita fé, carinho e bastante ardor,
Vai ser uma experiência bem comovente
Quando estiver diante do nosso Salvador.

Levarei a Ele o meu coração como presente,
Oferecer-Lhe-ei a minha vida se necessário for,
Acredito que assim como eu haverá muita gente
Que se Prostrará diante Dele que é o Deus-amor.

Seguindo na íntegra a sabedoria do Deus-menino
Terei a plena certeza deque o ano novo será divino
Pois Ele será a base minha alegria, minha fortaleza...

Amigo, faça o que eu de corpo e alma estou fazendo
E no final quando o ano novo estiver a serra descendo
Você dirá com toda serenidade: esse ano foi beleza!

O FILHO DA POETISA

VELHO MORIMBUNDO



De hoje o velho não passa!
Despede-se dele o mais rápido possível!
Para alguns ele foi ruim,
para mim até que foi bom,
e para você como ele foi?

De hoje o velho não passa!
Está bem frágil o pobrezinho!
Na hora em que der meia-noite
em que houver o espocar dos foguetes
o brinde com taças de champanha,
o velho dará o seu último suspiro.

O golpe fatal ele receberá
quando todos se abraçarem
e gritarem uníssonos:
FELIZ ANO NOVO!!!

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MAGIA DE ANO NOVO!

Descobrindo um reino mágico 
que estava bem escondidinho 
fui aos pouquinhos explorando 
mexendo em todos os ninhos 

 Flores perfumadas e falantes 
bichinhos por demais espertos 
fadas amigas praticando o bem 
anjos divinos vigiando de perto 

Passei todo esse tempo voando alto 
com sentimento de coisa gostosa 
minhas asinhas não ficavam paradas 
procurando magias bem proveitosas 

Muitos seres encantados encontrei 
iguais a mim querendo feitiçaria 
não pensei fui logo me entregando 
agora sou do reino que só tem alegria 

 Faço e conheço todos os feitiços 
uso varinha mágica para encantar 
estou renovando tudo que é bom 
desejando sempre com você estar 

 Quero sempre renovação em sua vida 
Contribuir para tudo ser bem natural 
Não importando como os anos passem 
farei magia com muita fé aqui no Portal 

 SoninhaBB 

 Fada Arco-Íris deseja um Feliz Ano Novo!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

NATAL DE UM MENINO MAU


Vamos, vai até a árvore de natal, meu filho,
e pegue o seu lindo presente de natal.
Querido, que carinha é essa de decepção?
Olhe, mamãe! Aqui tem uma dúzia de milho
uma folha de papel ofício, tamanho normal,
e nela digitada uma prece de perdão.

Há dentro do pacotinho também uma carta
escrita pelo Papai Noel de próprio punho.
Leia, meu filho, para mim em voz alta.
Zezinho, a ideia de ter presente, descarta.
Muita gente poderá dar como testemunho
de quanto a maldade em si lhe sobressalta.

Não estudando para passar na escola
o que faz ? Ameaça seu colega pedindo cola.
Puxa inúmeras vezes o cabelo de sua irmã,
faz mal criação com a sua vizinha anciã.
Deixa sua casa toda bagunçada
só pra deixar exausta da casa a empregada.
Joga pedra sem motivo algum nos passarinhos,
fazendo a mesma coisa com os cachorrinhos.


Não divide de modo algum suas coisas com ninguém
e sempre dá um jeito de fazer chorar o neném.
Você não é um filho obediente,
Tenho que lhe dizer isso. Infelizmente,
Entra no seu ouvido e saí pelo franzido
qualquer coisa que seus pais lhe tenham pedido.
além disso nem se quer lembra do Papai do Céu...
Com tanta maldade praticada, como quer ganhar presente meu?

Se quiser presente neste natal, siga os seguintes passos:
divida os milhos colocando-os no chão para cada joelho.
Leia silenciosamente a prece do perdão para todos os erros crassos
que fora por mim listado a fim de que não cometa mais nenhum destrambelho.
Transforme o seu coração de pedra em coração de carne
pedindo perdão com fé a seus pai e ao Pai Criador,
para que toda bondade do mundo no seu peito reencarne
e nele possa reinar o mais sublime e divino amor.

Se você quer seu presente de natal comece agora urgente
e assim que eu acabar de entregar na noite o ultimo presente
Com muita satisfação retornarei a sua casa novamente.

O FILHO DA POETISA

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O COLECIONADOR DE BORBOLETAS


CAPÍTULO UM - UMA BORBOLETA RARA

Meu pai! O que os meus olhos estão vendo, será que é verdade?
Uma linda borboleta da espécie grega Apolinarium Apollum!
Tal inseto maravilhoso em nosso mundo é de fato uma raridade,
pois tornará minha coleção rica em ter uma espécie incomum.

Apolinarium Apolum é uma espécie de borboleta que traz três cores consigo.
Branco e azul que estão na bandeira da Grécia e amarelo que representa o sol.
O sol era um deus e tinha o nome de Apolo/Febo consoante o mito do grego antigo.
A palavra Apolinarium significa consagrada ao Apolo, deus que a gente já falou...

Apolinarium Apolum é uma borboleta que tem um voo suave, poético e encantador.
Suas asas ao baterem durante o voo é uma petição carinhosa de licença ao vento.
Não sei quantas borboletas dessas existem, só sei que são raras e de muito valor.

Fico imaginando as caras dos meus amigos ao verem na minha coleção
uma Apolinarium Apollum toda majestosa. Será o comentário do momento.
Minha coleção será cobiçada por todos, inclusive poderá ser chamariz de ladrão.

CAPÍTULO DOIS - APURO

Mesmo sem estar com os meus apetrechos de caçar borboletas vou tentar pegá-la,
não sei terei outra chance, portanto não posso deixar passar tal oportunidade...
Pé ante pé para que o inseto não percebesse sua presença, o homem tenta agarrá-la,
mas Apolinária obedecendo a sua intuição fugiu do homem usando muita agilidade.

Vem cá sua fujona, vem cá! Você vai tornar minha coleção ainda mais valiosa!
Fique parada aí sua danadinha! Não tenho mais preparo físico para tanta correria.
O que você quer comigo? Não lhe fiz nada! Não podemos resolver com uma boa prosa?!
Não há o que conversar! Quero apenas tê-la na minha coleção “ para minha alegria”!

Só bicho homem faz uma coisa dessa! Tira vida de outra ou da mesma espécie por bel prazer!
Sou uma criatura pequenina, não tenho peçonha, não faço parte de sua cadeia alimentar,
mas mesmo eu não lhe oferecendo perigo nenhum você ainda deseja me matar!

A tagarelice toda acontecia durante o voo ziguezagueante e na correria do humano para ter
a desejada borboleta. Infelizmente todo o esforço do colecionador foi em de fato vão.
Ela fugiu. Tomara que não seja a única chance de ter a rara borboleta à minha coleção.

CAPÍTULO III - PROTETORA

De repente há um choque de uma borboleta com uma fada e ambas caem ao chão.
Que isso, Apolinária! Posso saber onde você está indo com todo esse desespero?
Fada Arco-Íris, salva-me! Estou fugindo de um humano que quer me colocar na sua coleção...
Apolinária, que ser desprezível! Venha comigo! Moro aqui perto. Você estará salvo, espero.

Eu estava dando meus passeios quando pressenti um perigo enorme ao meu redor.
Olho bem a minha volta e o que vejo? Um homem vindo sorrateiramente á minha direção.
Ainda bem que fui esperta! Ele tentou e não conseguiu. O bicho homem se dizia colecionador
de borboletas e que por eu ser uma borboletinha raríssima, tornaria valiosa sua coleção.

Creio que jamais me esquecerei desse sujeito: gordo, calvo, alto e dono de uma voz grave.
Consegui fugir dele porque o humano não tinha preparo físico bom. Esse foi seu entrave.
Se você não se importar, ficarei mais um tempinho até o vilão estar longe, léguas daqui.

Fique o tempo que for necessário. Enquanto esse homem estiver aqui você não estará em paz.
Tenho certeza! Temos que mandar o homem para fora do Portal através de um plano eficaz.
O pior, Apolinária, que não sou boa nisso. O seu amado Grilo Falante monta cada um que...

CAPÍTULO IV - O PODER DE UMA SACERDOTISA

Nosso eficiente estrategista não está. Com o mal lá fora não há como chegar até ao meu amor.
Então serão nós duas mesmas que teremos que nos virar para resolver de imediato tal parada.
Não sei se você sabe, mas eu sou uma sacerdotisa que numa linda borboleta fui transformada
pelo deus Apolo, pois eu estava decidida ir atrás do meu amado (Grilo Falante) seja onde for.

Para ficar adequada ao contexto que eu queria estar, o deus Apolo me concedeu a tal graça,
transformando-me nessa bela borboleta. Ela não me tirou os poderes de uma sacerdotisa.
Usarei o poder da clarividência para saber quem é o meu inimigo e o que na cabeça dele passa.
Conhecendo-o poderei criar uma estratégia que funcione a nosso favor e de forma decisiva.

Estou vendo... o colecionador veio parar aqui com a finalidade de me capturar à sua coleção.
Ele vem estudando borboletas raras em longas datas. Sua Intenção é pegar uma por uma
e assim ter de todos os colecionadores do mundo muito respeito e também admiração.

Caso o humano consiga mais de um exemplar, venderá a quem lhe oferecer mais dinheiro.
Ele é entendido no assunto. No mundo todo uma coleção igual a dele não há nenhuma.
Apolinária, animais raros tornam o feitiço ou encantamento inquebrantável por inteiro.

CAPÍTULO CINCO - PASSOU O PERIGO

A magia feita com eles fica tão indestrutível que nem os deuses conseguem desmanchá-la.
Se os animais raros caem nas mãos de inescrupulosos sedentos é sofrimento na certa.
Estou muito apreensiva, Apolinária! Temos que de dar um basta nesse humano “mala”...
Sim, Fada Arco-Íris; todavia, primeiramente, tenho que salvar minha pele que está incerta.

Você tem outro poder além da clarividência e que a gente poderia usar ao nosso favor?
Sim! Através da telepatia posso ouvir o pensamento daquele perverso ser humano...
Droga! Perdi a borboleta! Quando a verei outra vez? Desenharei o local para quando eu for
retornar aqui amanhã o encontre sem nenhum problema e/ou sem nenhum engano.

Vou para casa. Separarei meus apetrechos de pegar borboletas, deixando a minha disposição
para o dia seguinte. Equipado, terei a esperança de encontrar a borboleta da minha coleção.
Decepcionado consigo mesmo e cansado também, o colecionador retorna para o seu lar.

Fada Arco-Íris, obrigada pela hospitalidade. O bicho homem já foi embora e retornará amanhã.
Já posso ir embora. Visitarei o meu amor, Grilo Falante, e depois com todo meu afã,
pensarei num jeito de tirar aquele asqueroso humano do um pequenino calcanhar.

CAPÍTULO SEIS - O PLANO

Antes de ir embora, você me emprestaria sua varinha de condão por apenas um dia?
Se lhe emprestar, ficarei sem poderes... para que você quer minha varinha de condão?
Estou arquitetando um plano para ficar livre do colecionador, a varinha será de muita valia
para que o malvado homem me deixe pra sempre em paz, precisará de prender uma boa lição.

Amanhã no local e horário desejado por ele, estarei lá para que a sua insanidade cometa.
Fingirei que estou resistindo à intenção dele. Quando encostar em mim o ser irracional,
usarei a varinha de condão para me defender e o transformarei numa comum borboleta.
Conversarei com algum bicho da floresta para que o homem seja atacado por esse animal.

A fera não vai comer e nem machucar o bicho homem; agora, Fada Arco-Íris, lhe prometo
a minha intenção é fazer com que o humano sinta na pele o que ele está fazendo comigo,
assim não perseguirá animal nenhum. Esse homem já terá consciência do sabor do perigo

que está me proporcionando. Duvido que o homem volte a essa vida de assassino obsoleto!
Emprestarei minha varinha sim, uma vez que você não está visando fazer nenhum mal
e sim colocar o danado do ser humano no caminho ecológico do bem que é universal.

CAPÍTULO SETE - EM EXECUÇÃO

O que é do homem o bicho não com! Afirma com razão o sábio provérbio popular.
O que os meus olhos veem de novo? A encantadora borboletinha da espécie rara!
O máximo que irá fazer é resistir. Estou preparado para obtê-la, não há como escapar.
Correndo, o colecionador joga a rede de pegar a borboleta e captura o inseto que desejara.

Sou a única pessoa da face da terra a ter uma borboleta feita pelo deus Apolo segundo a lenda.
Que felicidade! Minha coleção será valiosíssima! Os colecionadores ficarão com inveja de mim!
Matarei minha curiosidade. O colecionador pega a borboleta pela asa... que beleza estupenda!
Valeu à pena minha determinação e estudos. Creio que somente eu tenha uma alegria assim.

Na hora em que era devolvida à rede, Apolinária toca no colecionador com a vara de condão.
Que isso! O que está acontecendo comigo? Parece que estou sofrendo uma transformação!
Parece não, colecionador, você está se transformando numa simples borboleta como eu.

Caramba! Que maldição é essa?! Por que está acontecendo comigo tudo isso?
Colecionador, fique tranquilo. Você não está sendo vitimado por um feitiço ou um castigo.
Esta é uma terra encantada. Aqui a magia é capaz de mudar a realidade que você conheceu.

CAPÍTULO OITO - A NOVA REALIDADE

Já que você quer me matar, para eu que possa fazer parte de sua horripilante coleção,
resolvi, colecionador, virar o jogo. Agora você sentirá na pele o que e ser uma presa.
Agora você sentirá na pele o que é viver com alguém atrás de você fazendo maior presão,
querendo lhe matar e com poder pra isso, implantando em si medo de morrer, daí a tristeza.

Se eu não quiser como borboleta? Como é que fica? Ou não terei direito de escolha?
Você virou uma borboleta depois que lhe toquei com uma potente varinha de condão.
Você é uma borboleta ou uma fada? É tão bizarro que a minha mente parece dar bolha...
Colecionador, sou uma borboleta rara. Esta é uma terra de magia, repito minha informação.

A Fada Arco-Íris me emprestou a varinha de condão para que eu o fizesse ficar igual a mim.
Para voltar à forma humana, basta desejar a qualquer fada que você que reornar a ser gente
e confessar de todo coração que não vai mais caçar borboletas e que abandonou tal ato ruim.

Não acredito! Até aqui na terra encantada tem seres fazendo chantagem e humilhação,
pois é isso que está acontecendo comigo ou será que pra você tem outro nome então?
Colecionador, sua ignorância aliada ao egoísmo fazem com que você lhe faça mal, enfim.

CAPÍTULO NOVE - A HORA DO PITO

Que graça tem em pegar borboleta, matá-la e pô-la num quadro morta e presa com alfinete.
Sou uma espécie rara,valho até bons trocados, e outras que não têm se quer valor monetário?
Você agora é igual a elas. Matar alguém pra não comer ou que nos cause perigo como este
que você me impôs, só pode ser monstruosidade humana. Ainda vem até a mim num topete...

Nenhum a vida pode ser tirada de um ser por dinheiro, bel-prazer de outrem, ou preconceito.
Todo ser vivo tem sua importância no mundo em que vive, caso contrário não seria criado;
portanto, colecionador, para fazê-lo voltar ao que era antes ( bicho homem), só há um jeito:
Você, colecionador, aprender a lição que por mim lhe está sendo gratuitamente ensinado.

Está bom, senhorita Apolinária! Chega de blablablá! Não precisa mais! Agora sim, entendi!
Volte-me à condição humana que não perseguirei mais você, fingirei que jamais a conheci.
Se for necessário e/ou do seu interesse, vou embora até do Portal e nunca mais pisarei aqui.

Anda! Vamos! Volta-me a ser gente de novo! Não aquento mais essa situação inusitada.
Colecionador, desculpa-me! Você está bancando o tolo, fingindo que não entendeu nada.
Você não se arrependeu. O desejo acompanhado de remorso deve ser feito a uma fada.

CAPÍTULO DEZ - ONOMATOPEIA DO PERIGO


Outra coisa: a varinha a qual lhe toquei não me pertence, logo já foi devolvido à dona.
Apolinária, silêncio! Estou ouvindo algo. Veja se você consegue também identificar...
O que pude perceber até agora que se trata de uma ave, proprietária de uma vozeirona
que mesmo estando distante o som emitido por ela chega aqui. Vamos nos concentrar.

Apesar de estar ainda estar ainda muito longe, acredito que tal som muito bem eu ouvi.
Então desembucha! Só de ser um passar, temos que colocar nossas barbas de molho.
Podemos, colecionador, redobrar nossa atenção. O som que escutei é de um bem-te-vi.
Pra um inseto, esse pássaro é o próprio diabo emplumado. Viver agora será um abrolho.

Apolinária, o pássaro bem-te-vi tem principalmente nos insetos sua alimentação preferida.
Portanto a morte para nos alcançar não demorará tanto e resistir seu ataque não adianta.
logo,logo, não necessariamente nessa ordem, do bem -te-vi eu serei o almoço e você a janta.

De onde tirou tal ideia? Dois insetos. Quem pegar primeiro? Darei um jeito de ser a escolhida,
enquanto isso você voará, buscando ajuda para que eu possa viver da investida do bem-te-vi.
As fadas do Portal são minhas amigas. Tome este endereço. Elas moram bem pertinho daqui.


CAPÍTULO ONZE - O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Sou um homem, borboleta - macho, sei lá, de princípios. Inverterei só uma coisa no seu plano:
Confrontarei a fera e você foge pra pedir ajuda. Não conheço as fadas, muito menos este local.
Se eu fugir, não resistirei à tentação e salvarei apenas minha pele, causando-lhe desengano...
Não quero comigo dois arrependimento, já basta um: de ter causado às borboletas o mal.

Cada segundo que passa vai se aproximando cada vez mais o som cruel da morte detentora.
Apolinária, não há como desfazer o que já está feito. Com a dona morte em nosso encalço
é que percebi o quanto fui tolo em ter uma coleção de borboleta de beleza tão encantadora,
indefesa e que jamais quis de alguém a aniquilação. Juro a você que não estou sendo falso.

Dando minha vida pra salvar a sua, já tira da minha consciência um enorme e incômodo peso.
O feitiço virou contra feiticeiro. Antes eu era o predador, hoje sou a presa. Agora apenas rezo
para morrer sem sofrimento. Apolinária chora sensibilizada com as palavras do colecionador.

A borboleta-macho num outro gesto cavalheiresco oferece à Apolinária o seu ombro amigo.
Perdoa-me as lágrimas, mas elas são de felicidade por tudo aquilo que de coração você falou.
Não há do que pedir perdão, Apolinária. Pena que só agora minha consciência doentia sarou.

CAPÍTULO DOZE - ANTENOR

Acompanhado da Fada Arco-Íris, o bem-te-vi pousa bem perto das borboletas, seus petiscos.
A fada, amiga da Apolinária, toca no pássaro com a varinha e este volta a ser o Grilo Falante.
Desculpa-me, minha amada, não poderia deixá-la em apuro, passando por quaisquer riscos.
Que lindo! Como posso achar ruim auxílio de alguém que na minha vida é o mais importante?

O Grilo Falante e a borboleta Apolinária se abraçam, se beijam, trocam olhares de felicidade.
Apolinária e a Fada Arco-Íris contam tudo para o colecionador que já está do susto refeito.
Ele fica surpreso, mas depois aceita a lição da Apolinária e até lhe propõe manter a amizade.
Fada Arco-Íris toca no colecionador com sua vara e o mesmo tem seu viver de inseto desfeito.

Meus novos amigos, tirem-me o codinome de colecionador. Chamem-me pelo nome: Antenor.
Lindo nome que você tem! Ele agora não vai mais rimar com dor, dissabor, horror, pavor...
Você está certa, Apolinária. O meu nome agora estará ligado à natureza, nosso bem maior.

Fada Arco-Íris, nunca é demais agradecer. Muitíssimo obrigada pela sua eficaz proteção.
Grilo Falante, meu amor, que tal irmos namorar e falarmos somente de coisas do coração?
Antenor, prazer em conhecê-lo. Arco-Íris, grato por cuidar de Apolinária. Amor, vamos então.

O FILHO DA POETISA

domingo, 16 de dezembro de 2012

RESIDÊNCIA REAL



Vou para aquele castelo,
Lá existe um príncipe belo
Que domina um sol amarelo
Tendo no amor seu flagelo.

Vou agora para aquele castelo
Colocarei o meu beijo no prelo
Lá eu tocarei no meu violoncelo
Uma canção que será o meu elo.

Vou correndo para aquele castelo
Não sendo lá num átimo cancelo
Pois outro lugar eu não chancelo.

Vou nesta hora para aquele castelo
Onde para os meus súditos pincelo
A felicidade que com estes parcelo.

O FILHO DA POETISA

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PEQUENA NINA



Ela é uma criança travessa
e também muito pequenina
seu nome verdadeiro é Andressa,
mas apelidaram-na de NINA.

Inteligência ela tem de monte
e uma tia de alcunha Cotó,
aprendeu com o tio de Belo Horizonte*
a fazer com as rosquinhas os "olhinhos da vovó".*

Nina é elétrica como um raio
e repete igual a um papagaio
tudo aquilo que a gente faz ou diz.

Nina é uma menina sapeca,
Nina é uma menina boneca,
Nina é uma menina feliz.

⊱ O FILHO DA POETISA ⊰


UMA BARATA


Eu vi uma barata
na careca do vovô...
Meu neto,
vem cá e mata
esse inseto,
pô!

De hoje vem
nojento bicho?
Vovô, é que tem
um monte de lixo
que pessoas jogam
no terreno baldio;
outros a elas rogam,
as mesmas sem brio
bradam paciência!
Azar! vai se fu...piii!
sem nenhuma decência
botam o lixo aí.

Colado ao bota-fora
apesar de clandestino
É onde o senhor mora
desde que era menino
Já chamei a zoonose
para matar os animais
Vô, tenha uma dose
de paciência a mais.

O FILHO DA POETISA

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A BORBOLETA APAIXONADA PELO GRILO FALANTE

CAPÍTULO UM - NOTÍCIA BOMBÁSTICA

Fadas! Fadas! Venham aqui que tenho uma coisa pra contar
e que vocês ficarão, assim como eu estou, de queixo caído.
Uma linda e jovem borboleta vive a quatro cantos a pregoar
Que o nosso amigo Grilo Falante será em breve seu marido.

Fada Futrica, que estória absurda é essa do Grilo Falante casar?
É sim, é verdade ouvi com meus próprios ouvidos e bem ouvido!
Fada Arco-Íris, surgiu aqui uma borboleta, não sei de que lugar,
dizendo que assim que encontrar o Grilo, o casório será concluído.

Estou boba! O Grilo jamais nos dera a entender que tinha namorada;
Será que essa jovem borboleta, Fada Futrica, não está desparafusada?
Sem parafusos ou com parafusos bem soltinhos na cachola, fica assim,
dizendo coisas sem nexos, ou então acreditando numa verdadeira tolice.


Não creio, Fada Arco-Íris! O tom da voz dela passava segurança no que disse.
Nossa mãe! Essa estória da namorada do Grilo não estou conseguindo digerir!
Tem uma coisa que ainda não lhe contei ainda porque se não você se enfarta...
o romance entre eles é antigo, é do tempo em que o Grilo Falante era lagarta transformado como castigo pela deusa Afrodite. Calma a todas, eu vou pedir...

CAPÍTULO DOIS - MUITA CALMA NESSA HORA

Calma que nada! Não ficarei com isso com dentro de mim!
Vou à busca de resposta! Não fique assim, Fadinha Arco-Íris, você vai acabar dando um troço na nossa frente.
Fada Futrica em partes você tem razão; quem tem que nos dizer se gosta ou não gosta da tal borboleta é o Grilo, só assim nós saberemos a verdade desse fato surpreendente.

Quem quer ir comigo à casa do Grilo Falante? Se ninguém quiser, garanto que irei sozinha!
Se o Grilo não me der uma resposta convincente, aí sim, procurarei a borboleta apaixonada.
Agora se for verdade mesmo que os dois estão se amando, então ficarei quieta, na minha, torcendo ou ajudando para que esses insetos vivam felizes como manda um conto de fada.

Calma, eu insisto, Fada Arco-Íris! Todos nós que estamos aqui presente iremos com você.
Não temos nenhum tempo a perder; vamos ao conhecimento do fato, deixemos o conversê...
A fada Futrica concorda com a Fada Arco-Íris e todas as fadas vão ao destinatário desejado.

Parecia que as fadas do Portal dos Sonhos e Magia iam tirar o Grilo Falante de algum cativeiro.
Está ou não havendo certo exagero das Fadas? Amar alguém, o Grilinho não será o primeiro;
o mundo está e sempre esteve cheio de namorados, basta a gente olhar para o nosso lado.

CAPÍTULO TRÊS - GRILO FALANTE NÃO SABE DE NADA

Que delícia! Um exército de fadas vindo me visitarem! Visita de cortesia ou tem outra razão?
Grilo Falante, não sou rodeio e vou direto ao assunto. Uma jovem borboleta chegou ao portal
lhe procurando, dizendo que ao encontrar, a felicidade será eterna entre ambos. Então?!
O Grilo leva maior susto. Que isso, Fada Arco-Íris?! Repete novamente. Acho que ouvi mal.

Não se faça de besta, Grilo! Queremos saber quem é a borboleta que se diz ser sua namorada,
há quanto tempo estão noivos e por que você não falou desse seu romance para ninguém?
A borboleta afirmou ainda à Fada Futrica que vocês se conheceram na época que a malvada
bruxa da estória da Branca de Neve apareceu aqui no Portal e duelou com deusa Vênus; sem

nenhuma piedade ela o castigou porque você andou arrastando sua asa para a terrível bruxa
uma vez que a mesma estava disfarçada numa linda fada. Lembro-me muito bem do castigo,
é impossível disso eu esquecer. A deusa Vênus me transformou numa lagarta feia, puxa!

Fiquei um mês assim, enquanto a bruxa que perdeu o duelo virou cravo de defunto. Maldigo esse dia. Eu não me lembro, Fada Arco-Íris, de nenhuma jovem borboleta naquele momento,
Um dos dois está mentindo! Quem será? O que posso dizer diante do seu desconhecimento?

CAPÍTULO QUATRO - O GRILO É INOCENTE

Fada Arco-Íris, você me conhece muito bem. Eu a Considero uma das melhores amigas minhas,
jamais lhe esconderia algo tão sério e importante sobre mim.

Não sei o que está acontecendo,juro! 
Buscarei saber tudo sobre este assunto. Eu não vou perder o meu tempo com advinhas.
Pelo que me fora dito, acho que sei quem pode responder com clareza o que está sucedendo.

Deusa Vênus! Falou abruptamente a Fada Sol. A própria!Afinal Vênus não é a deusa do amor?
Talvez a borboleta está ou ainda esteja sobre algum efeito de algum encantamento da deusa grega. 

Você matou a charada, Grilo Falante. É isso mesmo! Não tem outra explicação melhor.
Tudo começa fazer sentido! Agora nós sabemos o porquê que a jovem borboleta lhe endeusa.

Tomara que eu esteja certo. Se não for a deusa Vênus, pode ser o filho dela: o deus cupido.
Sei! Aquele pentelho alado que anda por aí com arco e flecha. Grilo, novamente faz sentido.
Fada Arco-Íris, eu vou chamar a deusa Vênus para resolver de uma vez por toda tal situação.

Grilo, você quer que todas ou alguma de nós o acompanhe no seu encontro com a divindade?
Fada Sol! Eu não precisarei! Afinal de contas o mundo mitológico é por mim bem conhecido.
Grato pela gentileza. Sei que posso contar consigo em qualquer enrascada ou eventualidade.

CAPÍTULO CINCO - A DEUSA VÊNUS TAMBÉM É INOCENTE

Deusa Vênus, obrigado por ter vindo ao auxílio. Acredito que só a senhora possa me ajudar.
Grilo Falante, você sabe que é bem quisto no meio de nós. Vamos lá. Por que me chamou?
Vênus, apareceu no Portal dos Sonhos e Magia uma jovem e linda borboleta dizendo namorar
comigo. O pior é que não a conheço, nem sei de onde ela tirou essa estória. Tudo começou,

segundo ela, quando eu fui transformado pela senhora numa lagarta. Está lembrada?
Perfeitamente. Só não entendi o que essa borboleta apaixonada tem haver comigo...
deusa Vênus, eu pensei que a borboleta estivesse com o seu poder sido encantada.
Não tenho nada haver com isso, nem o meu filho. Apenas lhe imputei na hora meu castigo.

Você virou uma lagarta e a bruxa insolente cravo de defunto. Que eu lembre, fiz só isso!
Se não foi a senhora, nem seu filho, quem foi? Quem lançou então na borboleta o feitiço
que a fez apaixonar por mim? Não sei, Grilo Falante. Não fui eu e tampouco o meu filho.

Vixe! Eu Voltei à estaca zero. Meus suspeitos são inocentes. Com quem estará a resposta?
Não tenho mais de quem suspeitar. Deusa Vênus, ajuda-me. Em quem a senhora aposta
que possa estar por trás disso. Não sei, Grilo Falante. Não responderei nada no afogadilho.

CAPÍTULO SEIS - EIS QUEM PODE ME DAR EXPLICAÇÕES

Fada Futrica, eu chamei você pessoalmente até aqui para lhe fazer o seguinte pedido...
A deusa Vênus disse não ter nada haver com o surgimento da borboleta apaixonada.
O que quer de mim? Quero que me traga a borboleta que me quer como futuro marido.
Sabe onde encontrá-la, não sabe? Só ela poderá me contar a origem dessa estória equivocada.

Para eu trazer a borboleta apaixonada até aqui, basta usar minha linda varinha de condão.
É mesmo, Fada Futrica! Atenta o meu desejo de ter a jovem borboleta aqui na minha casa!
Num piscar de olhos a borboleta aparece diante do Grilo. A jovem borboleta chora de emoção.
Ninguém entendeu o que estava acontecendo. A borboleta diz que seu coração fica em brasa,

também o seu interior, toda vez que vejo meu lindo amado, o meu príncipe Grilo Falante.
Já vi que não preciso me apresentar. Fada Futrica, obrigado! Deixa-nos as sós neste instante.
Tenho muito que conversar com esta senhorita. Estou prevendo que vai demorar bastante.

Apesar de e curiosa para ouvir a conversa dos dois, Fada Futrica não tem outra saída e some.
Borboletinha, estamos só nós aqui. Quero saber tudo sobre você a começar pelo seu nome;
depois saber de onde vem o seu amor por mim e porque ele exageradamente lhe consome.

CAPÍTULO SETE - QUEM É A BORBOLETA

Deixa-me apresentar. Muito prazer, senhor Grilo Falante. Eu me chamo Apolinária.
Vim para cá com a mais pura intenção do meu ser de torná-la sua eterna esposa.
Espere um pouco, Apolinária, quem a enviou com a função de torná-la missionária
de querer casar comigo sem que eu saiba? Fazer isso de forma contundente, quem ousa?

Foram os deuses que me avisaram que você mora aqui. O dono da ousadia é o meu coração.
Você vem para cá, crendo estar gamada por mim e está fazendo o que seu coração manda...
não podemos namorar. Eu não a amo. Somos insetos de espécies diferentes. Entendeu o não?
Não, pois há aqui no Portal dos Sonhos e Magia o namoro de uma fada com um urso panda?

Nós, pelo menos, somos do mesmo reino (animal) e inseto, portanto temos algo em comum.
Já é um bom começo. Nada que uma boa conversinha entre nós para darmos de tudo conta.
A fada é um ser do mundo encantado e um urso é um ser real. São seres bem diferente, hum!

Se não podemos namorar e o fato que citei? O caso deles (panda e fada) é pior que o nosso.
Em que nosso amor é diferente? Vamos, explica-me? Pelo menos um motivo você me aponta?
Não apontará porque não tem! Se um urso pode namorar uma fada, namorar você eu posso!

CAPÍTULO OITO - PONTOS EM COMUM

Apolinária, bacana seu raciocínio. Ganhou pontos comigo. Amo conversar com ser inteligente.
Obrigada pelo elogio. Viu, você acaba de descobrir entre nós mais uma coisa bem semelhante.
A partir do momento que formos nos conhecendo, verá que eu sou uma criatura interessante.
Você está esquecendo. No caso do urso panda e da fada, ambos se amam reciprocamente.

Em nosso caso não, o amor é unilateral. Só você que me ama, o contrário não acontece.
Está falando isso para me magoar? Perde seu tempo. Você conhece bem o poder da oração.
Um deus há de ouvir e se sensibilizar com o meu amor por você e atender minha prece
e assim você me entregará de corpo e alma e eu saberei cuidar do seu pequeno coração.

Uma coisa tenho que admitir: você é determinada. Quando quer uma coisa não desiste.
Ops! Mais uma coisa comum entre nós. A determinação dentro de você também existe.
Pelo que estou vendo e observando, você conhece muito da minha da personalidade.

Seu nome também me chama atenção porque significa aquela que a Apolo foi consagrada.
Não recebemos um nome por acaso. Ele nos disse que vamos fazer em nossa vida encarnada.
Qual é sua relação com deus Apolo? Você é protegida por esse deus? Fora por ele criada?

CAPÍTULO NOVE - A PITONISA

Preste atenção na minha voz, meu querido Grilo Falante! Será que sua memória é surda?
Sua voz... agora sim... não! Não pode ser! Você é uma pitonisa que atendia lá do templo!
Eu sempre lhe orientava toda vez que você ia ao oráculo de Delfos consultar. Ideia absurda...
Desde o primeiro dia que você pisou lá, confesso-lhe que me senti atraída pelo belo exemplo

que você é de integridade, respeito, justiça, altruísmo,determinação, lealdade e respeito.
Os deuses têm por você grande apreço. Apolo então não cansa de tecer elogio à sua figura.
De tudo isso fui tomando conhecimento, a tal ponto que dentro do meu pequenino peito
começou uma admiração por você, depois passou ser inesquecível para mim e na altura

do campeonato, quando acordei-me para vida, entendi que por você já estava apaixonada.
Não podendo resistir ao amor, pedi uma reunião com Apolo para falar sobre esse assunto.
Conversamos e sugeriu-me que fosse atrás do meu amado já que a felicidade é coisa sagrada.

Para minha alegria, Apolo disse-me com todas as letras que eu o encontraria aqui no Portal.
Deus Apolo me transformou nesta linda e jovem borboleta para que pudesse ficar bem junto
a você e se não der certo, eu volto ao oráculo de Delfos como se não tivesse acontecido nada.

CAPÍTULO DEZ - DE FRENTE COM O AMOR

Se você mexia os seus pauzinhos para que no oráculo
de Delfos pudesse sempre me atender,
por outro lado eu procurava ir no templo de Delfos
somente na hora em que você estivesse lá.
Quem lhe disse os horários e os dias em que eu
estava no oráculo de delfos? Pode me dizer?
Ninguém me dizia.
Tinha forte intuição que me conduzia ao templo.
Outra explicação não há.

Se entendi, além de buscar respostas para
suas indagações, ao meu lado você sente prazer...
Eh! Sentia um bem-estar, uma alegria e sua voz
e imagem ficava muito tempo dentro de mim,
Depois o êxtase era subtraído pela realidade onde
tinha e tenho alguns casos para eu resolver.
Você é tão inteligente numas coisas e tolas noutras?
Afirmo que o seu coração quer dizer sim
para o nosso amor. Não só eu estou apaixonada por você,
como você está por mim também!
Contudo não tenho medo de expressar o amor que sinto,
mas você por ser reservado... porém
temos tantas coisas em comuns que o nosso amor não
pode ser simplesmente minha fantasia.

Nós somos sacerdotes de Apolo zoomorfizados,
inteligentes e do mesmo sentimento portador.
Por tudo que você me disse, deixe a reserva de lado
e vamos nós agora viver do nosso amor;
pelo que eu sei não existe nenhuma proibição ao amor
aqui no Portal dos Sonhos e Magia.

CAPÍTULO ONZE - A RETÓRICA DO AMOR

Borboleta Apolinária, vamos por ordem na casa? Você está aumentando tudo que lhe falei.
Se prestou atenção no que disse sobre você, as frases estavam no pretérito, ou seja, passado.
É exagero seu ao falar em nosso amor, se nem se quer assumi o namoro consigo, pelo que sei.
Pra encerar, ainda não entendi essa de Apolo bancar o Cupido e deixá-la ir atrás do seu amado.

Você é um cabeça-dura, Grilo, mas eu também sou; entre nós mais uma característica comum.
Para lhe ser bem sincera, o deus Apolo sugeriu-me pedir ajuda para o Cupido e /ou Afrodite,
todavia recusei. Disse ao deus Apolo que não queria ajuda dos deuses citados de jeito algum.
Não é por orgulho não. Meu namorado deve se entregar a mim espontaneamente, acredite.

De fato! Ao se referir a mim, usou o verbo no pretérito. Claro, seu relato foi um fato passado!
Você podia usar o tempo presente que serviria. Esse tempo é chamado de presente histórico.
Nós não vamos aqui discutir gramática, Grilo Falante, portanto volto ao meu discurso retórico.

Em tempo. O deus Apolo não bancou o Cupido, ele simplesmente respeitou meu sentimento;
algo que você ainda não fez. Apolo considerou também o amor, a lealdade que tenho por ele.
E o grande amor que sinto por você como resolvê-lo? Fiz a minha parte e o deus Apolo o dele.

CAPÍTULO DOZE - O SIM DO GRILO

Você resolverá como a parte que lhe compete? Responda com convicção. Seja claro e direto.
O Grilo Falante ficou transparente, gaguejou, ficou gelado, confuso e sem saber o que dizer.
Aproveitando o reinado do silêncio, a borboleta tomou a iniciativa e beijou seu amado inseto.
O coração bate rápido. A visão do paraíso vem aos olhos. os dois insetos se tornam um só ser.

Ainda com o beijo percorrendo-lhe as entranhas, ouve aquela voz suave, agora no presente.
O que você pode falar de mim, Grilo? E do meu amor por você?E por mim o que você sente?
Você é uma criatura muito determinada, corajosa, sagaz e o que sente por mim é muito forte.
Eu não teria tal audácia. Largar tudo em busca do amado na certeza de que será seu consorte.

A felicidade é um troféu onde os nossos desejos realizados têm o inenarrável sabor de vitória.
Convenceu-me com o beijo que o seu amor e o meu se unirão para escrever uma bela história.
Pare! Entendi direito? Traduzindo o que você disse é: a partir de agora eu sou sua namorada?

Apolinária é Isso mesmo! Estava certa o tempo todo!Não tinha era coragem para lhe declarar.
Depois de tudo que fez para chegar até a mim, tendo certeza do seu amor, ouso lhe perguntar:
Apolinária, conceda-me a honra de tê-la como minha namorada? Ela cai no chão desmaiada

CAPÍTULO TREZE - O NOVO CASAL

Grilo Falante vai socorrer a sua amada. Borboletinha, acorda, fale comigo, minha querida!
Apolo, o senhor por aqui!... Grilo, os deuses concederam-lhe o bem maior que existe na vida:
O amor verdadeiro. Mérito total da borboletinha Apolinária. Aconselho-o aproveitar a chance
para viver ao lado de ser digno e destemido para viver na sua vida um lindo e ideal romance.

Eu, deus da ciência das artes divinatórias, afirmo e preconizo que vocês serão bastante felizes.
O amor de vocês seguirá por toda eternidade sem manchas, feridas, remendos ou cicatrizes.
Pode atirar nesse amor de cabeça sem qualquer tipo de medo em rachá-la ou coisa aparecida.
Apolinária está acordando. Deixa-me cuidar de outros afazeres. Dê atenção à sua querida.

Amor,que houve? Qual a razão do desmaio? Não se preocupe, querido, foi a forte emoção.
Ao ver o meu grande sonho realizado e o fim de sua resistência foi muito para o meu coração.
Pode ficar tranquilo, Grilo. Afianço-lhe que comigo está tudo bem. Já voltei ao meu normal.

Sabe o que podemos fazer, querida Apolinária? Comunicar nosso amor para o mundo inteiro.
Isso mesmo, amado Grilo, quem você acha que deve saber sobre o nosso namoro primeiro?
A resposta para sua pergunta é simples: Comuniquemos a todos os moradores aqui do Portal.

O FILHO DA POETISA

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ANIVERSÁRIO DA FADA ARCO-ÍRIS

O Portal dos Sonhos e Fantasia
Está que é pura e imensa alegria
pois a Fada Arco-Íris aniversaria,
a mentora dessa terra de magia.

 
Da festa não dá para ficar ausente

a falta seria um ato delinquente
que levaria uma dor plangente
a essa aniversariante diligente.

 
Não pensemos em coisa ruim
Pois o dia de hoje só está a fim
de viver uma felicidade sem- fim.

 
Portanto vamos abrir os corações
compartilhar com todas as emoções
a quem devemos muitas gratidões.

 
O FILHO DA POETISA

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FESTA NO PORTAL


No Portal de Sonhos e Magia
Tem hoje festa o dia inteiro,
Porque ele hoje aniversaria
Daí um clima tão festeiro.

Cantores fazem aquecimento vocal
Para as músicas serem bem cantadas,
a expectativa aumenta ainda mais no Portal,
Mal os instrumentos têm as cordas afinadas.

As fadas já estão com os pés coçando
para entrarem no baile dançando
Qualquer música que será tocada.

Depois do baile os parabéns cantaremos
e uma cumprida salva de palmas daremos
ao Portal, terra dos sonhos de um conto de fada.

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LEITE DERRAMADO


Chorei sim sobre o leite derramado
Por causa disto passo por um momento complicado.
O leite agora está com muito sal e aguado.
Pior, não trago comigo se quer um trocado
para comprar um outro leite e substituir 

o que fora desperdiçado.
Raios! Mamãe vai falar no meu ouvido adoidado
e eu não poderei nem retrucar, 

pois não sou retardado!
Quando digo retrucar minha mãe, 

não que eu seja malcriado,
apenas queria me defender para ter o 

meu direito de defesa preservado...
Eh! Moral da estória: tô mesmo é ferrado!!!

Quer saber?! 

A vaca já foi mesmo para o brejo.
Nenhuma saída para o meu problema vejo
a não ser o tempo. Pronto! 

Encerro aqui o meu esbravejo.

O FILHO DA POETISA

SILÊNCIO ABSOLUTO


CAPÍTULO UM - SURDEZ

Pelos deuses! Não consigo falar! Tentei. Não sai um som se quer! O que aconteceu comigo?
Vou ligar o rádio para saber o que está acontecendo. Mesmo ligado não sai nenhum som!
Meu computador está sem som. Não li nos sites de que o mundo se apresentava como tal.
Darei uma volta. Quem sabe acharei resposta e/ou pista para esse acontecimento inusitado?

Ando pela floresta. Não ouço nada! Nenhum cantar dos pássaros, nem o burburinho do rio.
Estou surdo? Por que o Portal dos Sonhos e Magia se encontra em tal e esquisita situação?
Talvez as fadas tenham respostas para tudo que está acontecendo. Até agora apenas crio
inúmeras conjecturas sem respostas. Tomara que o problema esteja somente comigo então.

As fadinhas, para minha decepção, se encontram na mesma situação que eu, o Grilo Falante.
Não conseguem ouvir e emitir nenhum som. Tudo está sob o domínio de um silêncio profundo.
Caneta e um bloco de papel são os instrumentos mais eficazes para se conectar com o mundo.

No Portal dos Sonhos e Magia, jamais se vivenciou algum momento assim tão estressante.
Ninguém tem uma resposta plausível para o que está acontecendo. Isto gera insegurança
a todos. Não há o que esconder. Pelo rosto dá para perceber que a situação é preocupante.

CAPÍTULO DOIS - BUSCANDO RESPOSTAS

Também a mímica é usada para se estabelecer comunicação, porém a resposta é bem lenta,
visto que até o interlocutor decodificar a mensagem , consome-se muito tempo e paciência.
Terrível! Terrível situação! Ela está conduzindo todos os seres ao tédio, pois ninguém aguenta
se comunicar usando meios tão lentos e arcaicos. Quem sabe a solução não esteja na ciência?

Em seu laboratório e com conhecimento sobre acústica, Grilo Falante busca resposta em vão.
Nada! Nada faz sentido! A ciência se mostra ignorante diante da nossa silenciosa realidade.
De uma coisa eu sei: Se há um problema, há uma resposta para ele. Onde ela estará então?
Se a solução não está no campo material é porque a mesma está na esfera da espiritualidade.

Som... voz... eu não sei de nenhum deus, anjo, ou entidade responsável por esse assunto...
Uma magia tão grande e poderosa assim ou é fruto de um deus ou de um mirabolante mago.
Só há um mago nesse universo que teria poder para tal proeza: Merlin. Vem a dúvida junto.

Descarto Merlin. É muito forte. Deve ser algum castigo de um deus para servir de exemplo.
Vamos, Grilo Falante, pense rápido! A nossa comunicação está sofrendo um forte estrago!
Minha mente está cansada de pensar. Oráculo de Delfos... obterei a resposta neste templo.

CAPÍTULO TRÊS - A PITONISA

Através do pensamento, o Grilo interroga uma pitonisa o porquê de o mundo estar mudo.
Grilo Falante, pode falar normalmente que o castigo não atingi e nem atingirá essa casa.
Ufa! Como é bom poder falar e ouvir normalmente. Confesso-lhe que eu já tentei de tudo.
Feiticeira de Apolo, eu ouvi direito! O mistério, neste instante, de sua sagrada boca vaza.

Se existe um castigo é porque um deus é porque um deus resolveu nos dar uma punição.
Desejaria saber quem é o deus que está assim bastante furioso com os seres mortais
e de maneira se possa acabar com esse castigo e resolver de vez nossa ruim situação.
Grilo, a punição foi dada pelo deus Apolo. Ele atende um pedido das musas pela punição.

Por causa das musas Apolo pune todos os seres mortais... Apolo é o meu deus protetor,
porém na minha simples opinião está havendo um exagero por parte dele. Que horror!
Por causa de algum incrédulo, punir a todos os viventes com total e terrível surdez.

Grilo Falante, não blasfeme. Mesmo sendo você uma criaturinha protegida pelo deus Apolo
sabe que os deuses odeiam ser contrariados, principalmente pelos mortais. Não seja tolo.
Nenhuma ingerência nas decisões divinas... você está certa, Pitonisa. Perdoa-me a insensatez.

CAPÍTULO QUATRO - O DEUS APOLO

Antes de mais nada, eu, deus Apolo, concedo-lhe o dom da fala e da audição. Do que se trata?
Deus Apolo, sei o quanto o senhor me ampara e o carinho especial que o senhor tem por mim.
Obrigado por ouvir minhas preces e vir em meu auxílio, mas por que razão o senhor maltrata
os mortais, deixando-nos surdos-mudos causando à nossa sociedade tanto transtorno enfim.

Você já tem a resposta dada pela pitonisa, portanto é ilógico responder o que está respondido.
É muito sábio... na verdade eu quero saber da estória que o motivou tomar tal procedimento.
Etimologicamente o que é música? Música é o caminho que nos leva a musa. Entendido?!
Apolo, ICA é caminho, Mus vem de musa. Pois é! Um cantor famoso ignorou tal conhecimento.

Através de sua ignorância, o dito cujo menosprezou as minhas musas e o dom que lhe dei.
Ofendidas, as musas Euterpes (da música) e Aede( do canto) pediram-me intervenção no caso,
como Voz de Rouxinol é referência de cantor nacional e mundialmente, daí essa medida tomei.

Ninguém mais vai ousar desrespeitar as minhas servas (musas )e ignorar o meu poder divino.
O que se deve fazer para que nós saiamos dessa situação que na nossa vida é um ruim atraso?
O cantor deve se retratar publicamente, pedir desculpa a mim e as musas. Assim eu defino.

CAPÍTULO CINCO - UMA AJUDA DO DEUS APOLO

Quanto a você questionar à sacerdotisa o castigo, vou relevar por tê-lo como meu querido,
porém não abuse, pois se isso acontecer novamente, eu agirei contra você com total rigor
Pedi a intercessão por mim junto ao senhor pela pitonisa e o meu perdão que havia pedido
aos dois; se julgar necessário peço-lhe perdão pela minha grande insolência, Apolo, por favor.

Quando disse que relevaria sua arrogância, automaticamente já lhe concedera o meu perdão.
Obrigado, deus Apolo, como todo mortal, eu cometo a sandice de falar no impulso da emoção.
Apolo desaparece voltando ao Olímpio. Grilo Falante pede auxílio à prestativa amiga Fada Sol
para chegar mais rápido possível à casa do maldito cantor conhecido como Voz de Rouxinol.

Chegamos á casa do cantor. Um prédio luxuosíssimo e uma muito cara e invejável cobertura.
Encontraram o cantor Voz de Rouxinol numa melancolia profunda e totalmente abatido.
Comunicar-se através da mímica e/ou escrita vai ser algo longo, improdutivo, uma chatura.

Antes de rezar ao deus Apolo, uma vez que sabia que ele atenderia sem restrição um pedido,
Fada Sol até tentou, porém sua magia foi em vão, por isso Grilo Falante ora para o deus Apolo.
Apolo, conceda-nos a graça de comunicarmos através da fala e audição e resolver esse dolo.

CAPÍTULO SEIS - O INCRÉDULO

Voz de Rouxinol fica muito feliz por estar ouvindo vozes, inclusive a sua. Apesar de comovido
a sua ficha começa a cair. Ele começa pensar: uma voz é minha, e a outra? De quem será?
Devo estar maluco! Segui a direção da voz e o que vejo? Uma fada e um Grilo Falante. Rárárá!
Apresentam-se ao cantor e dizem qual o motivo deles estarem lá para que tudo faça sentido.

Sei! Vocês querem me convencer que eu sou o responsável por tudo que está acontecendo!
Correto! Você é o pivô do silêncio da fala e da surdez que está se sucedendo em nosso mundo.
Já passou à sua cabeça a existência de fada e de um grilo falante? Pense nisso um só segundo.
Não ignore os fatos para fugir da sua responsabilidade da culpa de tudo que está ocorrendo.

Apolo, deus da música existe. As musas Euterpe (da música) Aede (do canto) existem também.
Eles exigem que os peça desculpas publicamente pelo desrespeito para o nosso próprio bem.
Convoque a mídia. Retrate fielmente o que está acontecendo. Assim, tudo voltará ao normal.

Por que essa humilhação? Eu acredito que outrem já ofendeu os deuses conscientemente...
Assumo que fui indelicado com eles, todavia jamais cri em suas existências. Não é incoerente?!
Voz de Rouxinol, de novo seu topete é maior que a razão. Esta achando nossa situação legal?

CAPÍTULO SETE - CONDIÇÕES ACEITAS

Tudo isso que está acontecendo é uma lição para você aprender vestir a roupa da humildade.
Você não é um ser superior a nenhum outro ser existente. Você é como eu, um simples mortal.
As condições de vida melhoraram infinitamente devido ao sucesso de sua voz e musicalidade.
Dons esses divinos, doados pelo deus da música Apolo e suas musas. É um processo natural.

Não precisa repetir, Grilo Falante! Não sou ignorante, por tudo que vivi agora, negar tal fato.
Temos que pensar em como fazer para que todos tenham conhecimento e o castigo cesse.
Bem, vamos usar internet, jornais, cartazes, boca-boca para que todos ouçam o meu relato.
Quanto ao som e fala não preocupe. Se deu certo agora, na hora também usaremos a prece.

Grilo, quero agradecê-lo... o silêncio volta a imperar e Voz de Rouxinol não termina sua fala.
Não se dando por vencido o cantor termina o que diria na folha de papel, através da escrita.
Grato, Voz do Rouxinol. Teoricamente a situação está resolvida. É só aguardar a hora bendita.

“A hora bendita chegou”. Usar a estratégia de salvar o mundo no momento certo e executá-la.
Pairam em todos a curiosidade e a esperança de como essa situação chata será resolvida.
O cantor recebe os convidados em sua casa. Se pudessem falar o agradeceriam a boa acolhida.

CAPÍTULO OITO - EUFORIA

Ao se aproximar do microfone, induzido pelo Grilo, Voz de Rouxinol diz a seguinte oração:
Apolo, deus do sol, da poesia, da ciência divinatória, a fim de que livremos do grande mal
Conceda-nos a graça de falar e ouvir. Ao escutar o pop star todos sentem uma forte emoção.
Derramam lágrimas atrás de lagrimas por estarem ouvindo novamente. Ficou ainda mais legal

quando todos testaram, descobriram que podiam falar. Tal felicidade é impossível descrevê-la.
Os que estavam presentes cantavam para ouvir a própria voz ou conversavam com terceiros
Ligavam celulares, rádios, internets e rádios dos mesmos só para ouvir. Que cena mais bela
Presenciaram o Grilo, a Fada Sol e o pop star. Felicidade e êxtase eram liberados por inteiros...

Voz de Rouxinol pede a todos para se controlarem e voltarem para os seus lugares atentos,
assim que o silêncio, a harmonia e a educação e a reinam naquele luxuoso e belo recinto.
O pop star solta pelo ar o motivo do caos auditivos. Gasta eles todos os seus argumentos.

Eu tenho uma coisa para dizer a todos sobre o grande mal que não poupou ninguém.
Depois me perguntem que quiserem, pois direi tudo sobre esse caso. O que sei e o que sinto.
Também eu estou contente, depois de colocar os pingos nos is, para sempre tudo ficará bem.

CAPÍTULO NOVE - RETRATAÇÃO

Queridos,vocês, quer dizer,nós, só passamos a falar depois da prece que fiz ao deus Apolo,
pois ele nos castigou com esse silêncio torturante. Apolo fez isso já que sem querer o insultei.
Entre outros atributos, ele é o deus da música. Concedeu-me o dom de cantar. Como consolo,
as musas que foram por mim desrespeitadas pediram Apolo que me desse uma lição. Ganhei,

por ser um ícone no meu castigo o mundo todo arrastei. Injustiça? É só não mais desrespeitar
qualquer deus. Peço perdão a Apolo, Euterpe, Aede e todos, principalmente os que estão aqui.
Eu faço isso de forma pública, para que deus Apolo possa a sua divina palavra dada honrar.
Quanto a mim, não serei que será da minha carreira daqui pra frente. Sei que a lição aprendi.

Quando todos foram embora, Voz de Rouxinol sentiu tirou um grande peso das costas de vez.
Parabéns, Voz de Rouxinol! Missão cumprida!Tudo está ao seu devido lugar. Muito obrigado.
Antes de irmos embora, Apolo me disse que o seu pedido de perdão fora aceito pelos três.

Ele, Euterpe e Aede afirmaram que continuarão lhe assistindo, não precisa ficar preocupado.
Como sinal de agradecimento, Voz de Rouxinol canta exclusivamente às entidades mitológicas
as musicas que no seu repertório tem as letras mais lindas e as musicas realmente melódicas .

O FILHO DA POETISA

sábado, 20 de outubro de 2012

O SENHOR RABO GROSSO

 
Toque! Toque! Quem bate?!
Ora essa, é a minha mão!
Ô de Fora cadê a educação?
Ela se perdeu num combate

Para eu, o senhor rabo grosso.
Menino, grosseria é coisa feia!
Isso de jeito nenhum endosso!
O verdadeiro canto da sereia

É a beleza que vem do interior.
Ela é composta de educação
Alegria, ética, respeito e amor,

Portanto não entrará no meu lar
Desde que você assuma então
Que cortesia se deve sempre usar.

O FILHO DA POETISA

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

FALTA DE AR


Estando com falta de ar,
Eu resolvi abrir a janela
A fim de melhor respirar
E me livrar dessa mazela.

Mal as narinas vão buscar
O ar puro; que coisa aquela
Ruim que veio me intoxicar
E até minha alma descabela?!

Sendo eu um sujeito azarado,
Passou um gambá ameaçado
Por uma matilha de cachorro.

Justamente quando eu ia sorver,
Esse marsupial para se defender
Solta seu líquido fétido. Quase morro!

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CONVERSA ENCANTADA


INSEGURANÇA

Vejam só, meto-me em cada enrascada
que ninguém jamais um dia imagina,
não é que no mundo encantado da fada
apareceu –me outra de nome Fada Menina!

Já conversei com deuses, meninos, bruxa malvada...
e agora estou diante desta estranhíssima sina
o que vou conversar com ela se não sei de nada
que passa na mente de uma criança feminina.

O que vou conversar com uma garota?
Estou me sentindo um tremendo idiota
diante desta que pra mim é inusitada situação.

Alguma fada do mundo encantado socorra-me,
não me deixe, por favor, que sobre nós derrame
a ausência total entre eu e ela de comunicação.

O FILHO DA POETISA

*************
APELO ATENDIDO

Nossa, amigo Grilo Falante
você anda carregando muita ansiedade
a Fada Menina mora no Portal faz tempo
apenas apronta muito essa é a verdade

Adora brincar de esconde-esconde
deixando Fada Arco-Íris muito preocupada
carrega uma natureza muito travessa
é na magia uma fadinha muito amada

Para você ter uma rapida idéia
queria viver sem aparecer no Portal
Arco-Íris arrumou uma linda casinha
mas a danadinha sabe que é especial

Por isso apronta nos sonhos e na magia
vai e vem quando bem entende e quer
tem um espirito delicioso e cheio de alegria
passe no seu cantinho e não se apaixone se puder

SoninhaBB

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

MEU SEGREDO



Passei uma vergonha danada...
Colocaram-me numa roda,
Numa roda-dança pra ser exato
Como eu não sei dançar nada
- Principalmente a dança da moda -
Vejam só que contexto mais chato!

Não tendo jeito. Resolvi pagar o mico;
Ainda mais que a gata dos meus sonhos
(sem ela saber)seria a minha parceira,
Minha partner. Ninguém sabe como fico
Feliz de tê-la perto de mim e enfadonhos
São os dias sem tê-las às minhas vistas por inteira.

Tenho certeza que dei um vexame tremendo...
Minha amada foi solidária, pareceu nem se incomodar
Com a manota que eu continuava dando. Educada...
Se fosse o contrário, eu estaria a paciência perdendo,
Tenho a convicção de que não iria muito tempo suportar
E perderia as estribeiras mesmo sendo ela minha amada.

Acabou a roda-dança e para a minha real tristeza
Cada um de nós foi incontinenti para o seu canto.
Senti-me uma criança que lhe tiraram o brinquedo.
Não tive coragem, a timidez é a minha maior fraqueza,
De me reaproximar dela e dizer que eu a amo tanto
E que por pouco não guardei dentro de mim esse segredo.

O FILHO DA POETISA

MINIBIOGRAFIA DO GRILO FALANTE

Que saudade tenho de quando era humano!
Morava num famoso templo da Grécia antiga
Meu oráculo não cometia se quer algum engano;
Era um sacerdote que o homem aos deuses religa.

Chamava-me Teófilo. Meu nome significa amigo de deus.
Dominava todo tipo de ciência, inclusive a pura alquimia,
Mas eu fui obrigado a me exilar da Grécia, graças a Zeus,
Por mais um caso extraconjugal a Hera que ele cometia.

O deus dos deuses ordenou-me para eu ficar ao seu lado
e desmentisse tudo se a sua esposa Juno me interrogasse,
Se naquela hora falasse não para o deus Júpiter seria aniquilado,
Embora (conhecendo a esposa de Zeus) apenas minha morte adiasse.

Dando-me proteção, deus Júpiter colocou-me a custódia do deus Apolo.
Para dificultar o trabalho da deusa Hera, Zeus me transformou num grilo.
Na certeza de que a deusa Juno não praticasse contra mim qualquer dolo
O deus Febo conduziu-me pro Egito antigo, país potente do grande rio Nilo.

Lá fui acolhido pelo Thoth, um dos criadores do mundo primevo e deus escriba.
O deus Thoth ensinou à humanidade viver na terra primitiva e também a escrita;
Foi quem me devolveu a fala e o raciocínio intelectual. Desse modo meu ser iliba...
Quanto à minha aparência de grilo, infelizmente não pôde mudar a minha desdita.

A partir daí o nome Teófilo cai no esquecimento de todos e surge o Grilo Falante.
Em nome do amor ao próximo, fiquei com o boneco Pinóquio até ele virar gente
Atualmente moro numa outra terra mágica. Do mundo dos humanos é distante,
Muito distante. Gosto daqui. As fadas me acolheram de maneira aconchegante.

Minha vida não é simples; deu para perceber. É aventura atrás de aventura.
Não quero nunca ser herói. Ter uma vida simples é o que realmente gostaria.
Do seu destino ninguém foge. A única saída é segui-lo de forma bem madura.
Tem sido assim também, nessa terra encantada de nome Portal dos Sonhos e Magia.

O FILHO DA POETISA

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SÁBIO ESPELHO MÁGICO

Espelho, espelho meu!
Há alguém no mundo
Mais belo do que eu?

Responda-me então
Sem perder um segundo
De todo o seu coração:

Beleza interna ou exterior?
Não demore! Seja breve!
Responder-lhe-ei sem temor!

Por que esta perplexidade?
A madrasta da Branca de neve
Por dentro não era uma beldade

Muito pelo contrário, era horrendo;
Já por fora parecia ser até uma miss.
Você agora está me entendendo?

Repito a pergunta se necessário for
e desejo saber o que você me diz:
Quer saber da beleza interna ou exterior?

O FILHO DA POETISA

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O CRAVO DA ROSA


Vejam gente que embaraço...
Meu corpo está todo furado
Só porque fui dar um abraço
ao aceitar sim ser namorado

Da rosa, aquela lindíssima flor,
que de todas as flores é a rainha;
mas o que posso fazer se o amor
induziu-me a tirar uma casquinha

da minha nova e querida namorada.
Ah, não fique assim comigo bravo,
Apenas me esqueci de apresentar!

Sou aquele que embaixo da sacada
Brigou com a rosa. Sou a flor cravo...
Eu e a rosa não somos um belo par?

O FILHO DA POETISA

sábado, 8 de setembro de 2012

ISTO É INCRÍVEL!

Eu estava precisando de muita grana.
Resolvi então fazer um grande assalto,
Sozinho, na mansão dum certo bacana.
Um latido forte me pegou de sobressalto.

O dono do palácio - quem diria - bem sacana,
Vendo-me de sua janela que fica bem no alto;
Solta um cachorro pitbull, uma fera desumana.
Fiquei com muito medo. Estava longe do asfalto,

Pois o terreno do ricaço era simplesmente imenso.
Poxa vida! Entrei numa tremenda de uma roubada.
Agora? Quem poderá me tirar dessa? Penso... penso...
Só o Papai do Céu pra me tirar de vez dessa enrascada.

Primeiro eu me ajoelhei, lógico, pedi a Deus perdão.
Prometi nunca mais praticar o sétimo mandamento.
Aliás, fui mais além! Na minha desesperada intenção
de sair de lá incólume, ileso, jurei-Lhe naquele momento

Seguir somente o caminho do bem, nunca mais do mal.
Paro de orar. Meu olho para o lado direito fica puxando.
Credo em cruz! O que eu vejo é algo assim sobrenatural!
O cão sentado, com as patas dianteiras cruzadas, orando.

Eu juro, por tudo quanto é sagrado, que não era alucinação!
O danado pitbull estava rezando piamente! É Inacreditável?
O cachorro estava agradecendo, segundo a minha intuição,
Por eu estar lá e assim ele(cão) terá uma noite memorável.

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MEU CACHORRINHO



Tenho um cachorrinho muito travesso,
a minha alegria ele realmente extravasa,
quando brinco com meu cãozinho esqueço
que sou a única criança que existe lá em casa.

Uma criatura melhor que ele desconheço.
Meu auauzinho é meu anjo canino sem asa,
protege minha pessoinha com tal apreço
que a reciprocidade do meu ser por ele vaza.

Ele é um cachorrinho,digamos, do tipo comum
quero dizer que ele não tem pedigree nenhum
é apenas um cãozinho sem raça,um vira-lata

Amizade para mim é mais valiosa que um ouro,
esse amado doguizinho é o meu maior tesouro;
juro que falo verdade e não uma simples bravata.

⊱O Filho da Poetisa⊰

sábado, 1 de setembro de 2012

PRECE À VIDA



Vi uma gota de chuva
Triste, lacrimejando,
Parecendo uma viúva
Do marido enlutando

Não quero cair na terra!
Quero é descer no mar!
Se não minha vida encerra
No oceano é certo reencarnar.

Na janela do meu quarto,
A gotinha em sofreguidão
Quase tendo um infarto

Encaminha aos céus sua prece:
- Senhor, ouve a minha oração
Quero viver, dê-me tal benesse.

O FILHO DA POETISA

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PRESENTE DE SONINHABB


"Você é aquilo que ninguém vê.
Uma coleção de histórias,
estórias,memórias, dores,
delícias, pecados, bondades,
tragédias e sucessos,
sentimentos e pensamentos.
Se definir é se limitar.
Você é um eterno parênteses em aberto,
enquanto sua eternidade durar."

(Machado de Assis)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

UM SAPO “GALINHA”

Moça, beija-me e virarei um príncipe encantado.
Que isso, seu sapo! Não sou nenhuma princesa!
A fim de que o seu encantamento seja quebrado,
precisa de um beijo de amor que vem da realeza.

Não tenho sangue azul, sou uma plebeia somente;
A não ser que mentem os livros dos contos de fadas...
Um duro rolo de macarrão acerta o sapo de repente.
Minha fêmea, Chega! Eu não quero mais pancadas!

Então, meu imoral marido, proceda como ser casado!
Moça, desculpe-me pela cena de violência. Entenda
A minha situação. Sou casada com esse anuro tarado.
Ele dá em cima de tudo quanto é fêmea, não emenda.

Esse sapo já namorou todas as fêmeas que têm no brejo.
Depois que ele ouviu de alguém uma absurda estória
de um sapo se transformar num príncipe com um beijo
não tirou mais essa baboseira ridícula de sua memória.

Usando de má fé, meu obsceno esposo utiliza tal fantasia
Pra enganar belas fêmeas humanas, inocentes como você.
Senhora sapo-fêmea, um ótimo ingrediente de bruxaria
Seu cônjuge pode ser; tal destino qualquer bruxa antevê.

Pare com essa ideia horripilante, minha querida humana.
Deixe-me em paz! Não vou incomodá-la! Já aprendi a lição.
Não existe ninguém no mundo digno do amor que emana
do meu ser. Ouviu bem, humana? Ninguém, sem exceção!

Quanto a você, sapo fêmea, não quero e nem vou mais apanhar.
Nosso casamento termina por aqui. Quanto aos nossos filhotes,
você não vai criá-los sozinha. Fique tranquila, pois irei lhe ajudar.
Se você me amasse de verdade, não me daria tantos piparotes.

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PERNILONGO


Pernilongo é um inseto muito chato que durante à noite, 

principalmente na hora de dormir, 
resolve tocar uma vuvuzela bem desafinada nos nossos ouvidos.

O FILHO DA POETISA

terça-feira, 7 de agosto de 2012

DISTRAÇÃO



Estava nas nuvens andando distraído...
Pisara em falso e acabei despencando.
Caí no chão e fiquei um pouco aturdido.
Minha pequena harpa acabou estragando.

Merda! O lugar onde caí não estava deserto!
Infelizmente presenças de humanos ali havia.
Eles jamais teriam visto um anjo de tão perto
E a curiosidade deles um desconforto me trazia.

Nossa! Meus pais não mentiram mesmo para mim
Anjos existem e eles nos protegem na vida sim,
De todos os males que recaiam sobre todos nós!

Retornei-me imediatamente ao espaço celestial.
Não olhei para trás, nem dei uma desculpa banal.
Minha distração deixará o Papai do Céu bem feroz...

O FILHO DA POETISA

sábado, 28 de julho de 2012

FATALIDADE



Estando num lindo jardim em flor
E aproveitando a bela oportunidade
Tive a infeliz ideia de sentir o olor
De uma planta que tive curiosidade.

Ao encostar-me o nariz (que horror!)
Na planta, toquei por infelicidade
Na lacraia que sem nenhum pudor
Injetou em mim toda sua maldade.

Meu nariz parecia com o de palhaço.
Inchou na hora, ficou bem vermelho,
Deixando-me triste diante do espelho.

Não adiantava eu fazer estardalhaço!
Isso não me levará a lugar nenhum,
a não ser causar um enorme zumzum.

O FILHO DA POETISA

quarta-feira, 25 de julho de 2012

ORAÇÃO À FADA SOL


Se o dia no Portal dos Sonhos e Magia
São ensolarados,
Agradecemos à Fada Sol.

Se no mundo mágico
Há calor humano
Agradecemos à fada Sol

Se todos os dias em nossos corações
Há um lindo pôr- do- sol
Agradecemos à Fada Sol

Se as estrelas nascem
Com mais luzes e vigor
Agradecemos à Fada Sol

Os músicos ao escreverem
As músicas na partitura
usam a clave sol em homenagem à Fada Sol

Se no meu interior
Há uma amizade vistosa
Agradeço à Fada Sol.

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MISSÕES PLUVIAIS

As gotas de água foram convocadas pela mãe natureza:
Vocês descerão em abundância em toda a Terra,
pois são os alimentos primordiais para as plantas;
ajudarão limpar a atmosfera terrestre;
darão banhos nos animais silvestres
e naqueles bichos coitadinhos que foram abandonados
pelos cada vez mais desumanos os humanos.

Vocês, gotas d’água, minhas queridas, farão
a farra das crianças ao se transformarem em enxurradas;
elas quererão sentir vocês tocar-lhes os pés.
vocês serão consideradas mares, pois conduzirão
os barcos de papéis que elas irão alegremente fazer.
Coitados dos goleiros! vocês tornarão a bola um quiabo
e ela e as mãos dos goleiros terão o seguinte relacionamento:
“belém-belém nunca mais ficaremos de bem”.

Agora quero pedir encarecidamente a vocês
para tomarem muito cuidado àqueles locais
onde o esgoto corre a céu aberto,
que são considerados zonas de risco;
porque em vocês serão imputadas todas as culpas
oriundas do desleixo e/ou falta de educação
desses que são seres de cabeças duras: a espécie humana.

Caso tenham cumprido com sucessos suas missões
deixem no céu a marca de suas felicidades: um belo arco-íris.

O FILHO DA POETISA

QUENTE OU FRIO?!


Meu rei, você quer seu vatapá quente ou frio?
O Minerim aqui esqueceu que estava na Bahia:
- Quero quente, sô! Comida fria, não aprecio!
Quem disse que comer vatapá eu conseguia?!

Parece que deixaram o vidro de pimenta vazio,
Despejando sim tudo na minha deliciosa iguaria;
Cada dentada que dava causava enorme arrepio
Na alma, pois você não tem noção de quanto ardia

Minha boca. Não quis bancar herói, quiçá teimoso.
Eu queria mesmo é que passasse o terrível ardume
E que pudesse comer algum trem mais saboroso.

Jamais em minha vida sonhei em ser um dragão,
De soltar labaredas pela boca em grande volume,
Colocando em risco, sem querer, toda população.

O FILHO DA POETISA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO



Durante a festa de São João
Que acontecia lá numa roça
contudo por minha distração
Acabei sendo alvo de troça.

Eu calculei meu pulo errado
Caí sentado numa fogueira
Receoso de haver queimado
Bem fundilho, saí em carreira


Caçando água desembestado
Pra não ter o bumbum tostado
Muito nessa fatídica brincadeira.

Primeiro rio que foi encontrado
Por mim atirei-me com ar aliviado
Naquela imensa e natural banheira.

Depois sentir o perigo eliminado
Voltei com meu espírito preparado
Á gozação que terei à noite inteira.

O FILHO DA POETISA

AULA DE MÚSICA


Meu amigo, o que você quer comigo? Pode falar?
Sabe, querido amigo, gostaria de aprender tocar violão...
Ah, se não for importuná-lo, queria aprender a cantar.
Claro, ensinar-lhe essas duas coisas será para mim uma satisfação.

Não vamos perder tempo. Vamos já com dó.
Que isso, amigo! Por que você está com dó de mim?
Acha que não vou aprender? Que sou um bocó?
Ou o seu dó é para me dizer que não está a fim?

Nada disso, meu amigo! Você está equivocado!
Dó é o nome da nota musical que vamos aprender!
Ah! Tá certo! Esta nota dó equivale a quanto no real?
Nada disso meu amigo! Preste atenção na hora de responder.

Nota é o elemento mínimo do som que na música é produzido.
Agora altura desta como foi originado recebe o nome de tom.
Quando disse vamos já para o dó, deixo aqui esclarecido
Que é o nome da altura que vamos atingir desse som.

Entendi! Sabe, há uma música que adoraria cantar e tocar... sabe qual é?
É de um conjunto chamado Biquini Cavadão. O nome dela é Tédio...
Conheço bem essa música! Vou cantá-la. Me dá um ré.
Que isso, amigo! Eu não sou carro para ter marcha ré? Não há remédio...

Quando penso você está entendo, me vem com uma pergunta dessa, amigo!
Ré é o nome de outra nota musical. Essa pergunta me deu vontade de pular do prédio,
Olha que estamos no oitavo andar... Calma! Não faça isso! Tenha paciência comigo!
Você me pediu um ré. Vai querer um ré maior, re menor ou ré médio?

Amigo, você está me dando muita dor de cabeça. Vai querer um remédio?
Em termos de música só existe ré maior e ré menor. Aproveite me traga um calmante aí!
Novamente perdão pela minha ignorância musical, só sairei dela pelo seu intermédio.
Vamos lá! O tom ré está baixo. Aumente um tom. Vá para mi...

Meu amigo, me desculpe! Você acaba de cometer um erro de português.
Você deveria dizer corretamente : aumente um tom, vá, para mim!...
Paciência tem limite! Acho que vou jogar a toalha de uma vez...
Não faça isso, lhe imploro! Ensina música para esse burro que se alimenta de capim!

Tá bom! Tá bom! Vou tentar novamente em nome da nossa amizade!
Amigão! Sei que pra está difícil, mas saiba que estou me esforçando pra daná!
Não posso negar o seu esforço! Voltemos a nossa musical realidade!
Me diga com convicção o que é fá?

Fá é a redução de nomes que começam com esta sílaba como Fátima, Fabiana,
Fabrício e por aí vai. Quem fala e/ou escreve assim são as mulheres. Acertei?!
Ó meu pai, eu mereço! De onde rapaz você tirou uma resposta tão profana!
Se eu lhe perguntar sobre sol você me dirá que é uma estrela! E não é? É isso que eu sei!

Vou lhe decepcionar, visto que lá, na música, não é um advérbio que dá ideia de lugar,
E que si, na música, não é um pronome oblíquo ou um conectivo que indica condição.
Para não perdê-lo como amigo, vou encerrar a aula de música; mas vou lhe indicar
Uns livro pra ler. Na próxima aula você me dará respostas inteligentes para essa arguição.

O FILHO DA POETISA