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O ASTRO

O ASTRO

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APOLINÁRIA, A BORBOLETA AMANTE

APOLINÁRIA, A BORBOLETA AMANTE

Não, não vou sair daqui...

Não, não vou sair daqui...

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

FADA BORBOLETA APOLINÁRIA




As coisas não andavam bem
Naquele cantinho tão charmoso
Era um mistério saber do acontecido
Fadinhas mantinham o fato sigiloso

Depois de buscas e procuras
Muita pergunta sem resposta pelo ar
Dava pra sentir o clima pesado
Um receio do que não se podia revelar

Segredo era um feitiço bem elaborado
Para uma borboleta enfim sossegar
Magia foi feita igual à Cinderela
Tendo hora marcada para retornar

Ela curtiu por encantados momentos
Felicidade de agir como uma fada
Importante era fazer feliz a criaturinha
Provando de vez como Apolinária era amada


SoninhaBB

APOLINÁRIA E O SEU AMOR




Apolinária é borboleta bem vaidosa
Adora bater as asas todo instante
Desde que ficou apaixonada
Tornou-se muito inconstante

Quer sempre estar atraente
Pois pelo Grilo Falante se apaixonou
Não pensa mais em outra coisa
Além do inseto que lhe encantou

Fada Arco-Íris anda abismada
Apolinária lhe deixa cheia de temor
Está sempre no mundo da lua
Pra onde manda suspiros de amor

Além desse amor desmedido
Ela também sonha em se transformar
Vive pedindo uma grande magia
Querendo em fada assim se eternizar

SoninhaBB

sexta-feira, 31 de maio de 2013

UMA PULGA



Uma pulga na balança
Deu um pulo e foi à França
Caindo lá na contradança
Não soube dançar;

Por ser uma pulga fedelha,
Foi parar atrás da orelha
E ninguém não a aconselha
Lá ela ficar.

Depois de ouvir tanto esporro,
Pulou no dorso de um cachorro
Para ter um pouco de paz;

Além de farta alimentação
Que lhe garantia aquele cão
Tornando sua fome algo fugaz.

O Filho da Poetisa

domingo, 14 de abril de 2013

BORBOLETA APOLINÁRIA



A Apolinária adorou a sua poesia
E ela lamentou não ser poetisa,
Sentiu com o poema uma magia
Como um toque de uma leve brisa.

Apolinária numa incontida alegria
Lê várias vezes o poema e parabeniza
Você pelo dom de escrever com maestria.
De novo a inveja a Apolinária inferniza...

Você encontrou a Apolinária verdadeira,
Pois ela traz o olho de Horus em cada asa;
Olho este que simboliza coragem e poder.

Apolinária é uma borboleta bem fagueira,
Imponente, sábia. O amor dela é uma brasa
Que aquece de felicidade todo o meu ser.


O FILHO DA POETISA

Retribuindo a gentileza da poetisa SoninhaBB...



A BORBOLETA APOLINÁRIA

Apolinária é um encanto de leveza
tem nas suas asinhas muita magia
faz qualquer um ter admiração
bem disse a querida Carochinha

Tem suave Inteligência e esperteza
confesso que da beleza nem vou falar
seu lema é manter viva a natureza
sabe bem a importância do seu lugar

Vive preocupada com outras espécies
nem quer saber de gente egoista
são ervas daninhas que só sabem sugar
Apolinária prefere gente mais altruista

Encara bem os momentos difíceis
achando que união é fundamental
também carrega a nobreza da fantasia
particularidade bem refletida no Portal


SoninhaBB

quarta-feira, 3 de abril de 2013

INSETO INSENSATO


Pernilongo chato, por que a gente você pica?
Não sabe que com isso irritado a gente fica?
Outra coisa que vejo em você de irritante
É o toque de sua cornetinha destoante.

Que prazer tem em me ver irritado?
Será que de viver você está cansado?
No meu belo arsenal prestou atenção?
Repelente, inseticida, chinelo, mão

E uma raquete elétrica para eletrocutá-lo.
Encostando-lha ouvirei estalo e mais estalo;
Portanto lhe aconselho que seja sensato.

“Antes que o mal cresça, corta-lhe a cabeça...”
Suma! Saia da minha frente! Desapareça!
Se isto não ocorrer, pode ter certeza: te mato!


O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 29 de março de 2013

ERA TUDO GENTE



CAPÍTULO UM - AS APARÊNCIAS ENGANAM

Socorro! Alguém me ajude! De coração imploro!
Meu reino está sendo extinto! Meu povo corre perigo!
Vendo que suas palavras se esvaiam ao vento, rei caiu em choro.
Quando abraçava desesperança, viu um castelo Espero que mora lá seja amigo.

Ô de casa! Ô de casa! Sou o rei Laodêmio e venho pedir auxílio.
Meu reino fica a léguas daqui, na cidade chamada Pólis, norte da Grécia Antiga.
Cheguei aqui depois de muito andar! Sinto-me como um exausto andarilho.
Preciso recuperar meu reino! Meu povo!Não reaverei nada disso sem uma mão amiga!

O rei fica decepcionado ao ver sair do castelo o Grilo Falante. Esperava um cavaleiro...
De preferência nobre de sangue azul, corajoso, valente, enfim um grande guerreiro...
Fazer o quê? Teria que contar com a ajuda daquele inseto muito pequenino.

Majestade, será uma honra hospedá-lo em minha casa. Terei muito prazer em servi-lo.
Obrigado! Precisarei de banho, alimentar-me, beber algo, dormir; Ó bom Grilo Falante!
Faça o mesmo com o meu cavalo. Depois de estarmos refeitos, seguirei o meu destino.

CAPÍTULO DOIS - QUE REI SOU EU



Passado o sono, o rei acorda,vai para sala; lá chegando não encontra só o seu anfitrião.
Na companhia do Grilo estavam a Borboleta Apolinária, a Fada Arco-Íris e a Fada Sol.
Grilo nos contou sua estória, majestade. Se quiser ajuda, estaremos a sua disposição.
O Grilo Falante apresenta uma por uma, assim que a Borboleta Apolinária silenciou.

Já que o rei se recuperou da viagem, que tal nos contar o seu dilema desde o início?
Para ajudá-lo, temos que saber um pouco do senhor e do seu, agora nosso, inimigo.
Minha pátria se chama Pólis. Sou viúvo, sem filhos. Hoje vivo uma situação bem difícil.
Pouco tempo atrás chegou ao meu castelo um casal, rei e rainha de Ea e lhes dei abrigo.

Na manhã seguinte, após eu retornar da minha habitual e deliciosa caçada a raposa,
Sou impedido de entrar no meu castelo e da repentina morte da minha esposa;
Se não batesse em retirada, eu teria o estranho convite de me encontrar com a morte.

Por estratégia, preferi a primeira opção. Assim teria chance de recuperar o que é meu.
Meu povo não foi contra a tal ditadura e só há uma explicação para o que aconteceu:
Creio que a população de Pólis está sobre o domínio de um encantamento muito forte.

CAPÍTULO TRÊS - DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE


Majestade,verifique se tudo está consoante o seu agrado ou está faltando algo.
Assim que o rei vai conferir se está tudo preparado à viagem de retorno à sua nação...
Gente, tá na cara que o casal que o rei acolheu não descendia de algum fidalgo!
Há alguma coisa errada com esse estranho casal, de acordo com a minha intuição.

Apolinária, por enquanto temos que fingir que acreditamos nele piamente,
Só assim saberemos quem está atrás disso. Fiquemos atentos à paisagem do trajeto
Que nos levará às terras reais. Qualquer detalhe pode ser uma pista importante.
Exato, Grilo! Silêncio! O rei Laodêmio está voltando! Finjamos! É o correto!

Tudo perfeito! Vamos agora, pois a viagem será longa e o tempo será precioso, Galera.
Sim, Majestade! O rei mal acabara de falar e o Grilo um breve cochicho ao seu ouvido.
Grilante, observou o linguajar do rei? Fala como plebeu! Rei fala deste jeito? Duvido!

Controla-se, Fada Arco-Íris! O rei é inocente até que prove o contrário. Você não lera
a constituição? Não me chateie, Grilante! Essa estória está errada! A começar pelo rei!
Perdão, Fada amiga, não quis lhe chatear! O tempo nos dará toda resposta, disso sei.

CAPÍTULO QUATRO - ERA TUDO GENTE



Por onde passamos só encontramos casas com mulheres e seus respectivos animais...
Se há mulheres, há homens... Onde estão?!

E o zelo das mulheres com os seus bichos?
Meu reino está em guerra com reino ao lado. 

Os homens estão no exército. Que mais?
Após a fala do rei, o Grilo Falante olha para trás 

e vê seus amigos em ácidos cochichos.

Ao ver os visitantes guiados pelo rei, um papagaio ganha o céu gritando: era tudo gente!
O rei fica irritado com presença da ave, na direção dela atira pedras que há no caminho.
O papagaio era esperto. Desvia daqui, dali; contrariando as intenções do rei, felizmente.
Pedras são atiradas em vão. Serviam de motivo ao berro da ave, com o rei em desalinho.

Não, majestade! Deixe a ave em paz! 

Papagaio é assim mesmo! Repete tudo que ouviu.
Ela não sabe que tá dizendo! 

Tem mais, um animal tem o mesmo direito a vida 
que nós!
Eu não estou irritadiço com o que o papagaio está falando e sim com sua estridente voz.

Para chegar ao meu reino, precisaremos de mais 

um dia e meio. O rei Laodêmio sugeriu
Que dormíssemos ali. Com autoritarismo, o rei 

confisca a casa dos habitantes do local.
Revoltada, a mulher deixa a casa com um cavalo 

e duas crianças. O clima não é legal

CAPÍTULO CINCO - MOSAICO DE DÚVIDAS

Que chato! A proprietária da casa ter que ir ficar 

na casa vizinha por causa da gente!
É ruim mesmo, Fada Sol e Fada Arco-Íris! Infelizmente nós não podemos fazer nada!
Apolinária e fadinhas, vamos pensar em tudo que aconteceu até o momento presente.
Um rei nos pede ajuda. Tem seu reino tomado. 

Viúvo, sem filhos... coisa engraçada...

Todo rei tem filhos pra lhes deixarem o reinado de herança e não nas mãos de estranhos.
Continue com o relato depois, Fada Sol, disse o Grilo, não agora; está vindo alguém.
Gente estranha entre no castelo, sem pedir audiência e o rei ainda dá abrigo? Tacanhos!
Fada Sol, continue... ao entrarmos nas terras reais 

há um outro fato estranho também.

Os habitantes são mulheres, crianças, animais, 

com o terceiro tendo carinhos extremos.
O rei diz que os homens foram à guerra defender 

de uma possível invasão seu reinado.
Pare, Fada Sol! Um exército vai defender o reinado 

de um rei que deposto! Pensemos...

Um rei deposto sem dar um tiro por um casal, ao mesmo tempo o rei fica enviuvado.
No caminho vindo para cá surge um papagaio que tagarela forte: era tudo gente.
O rei não usa norma culta, mas popular; está com a linguagem coloquial acostumado.

CAPÍTULO SEIS - COM AS PULGAS ATRÁS DAS ORELHAS



O rei se mostrou tirânico, assustando a dona da casa, onde a mesma se sentiu ameaçada.
Que guerra é esta que ninguém fala nada, não há notícia de nada? Tudo está incoerente!
Por onde começar se não há uma pista se quer? 

Se tiver a coisa está bem embaralhada!
Já resolvemos muitos casos, iremos resolver esse também, não será um caso diferente.

Amigos, raciocinem comigo! 

Um casal toma um reinado sem exército, 
armas, enfim.
Sem haver lutas, tiros, mortes... 
indício de que 
uma poderosa magia maligna fora usada.
Se um rei foi deposto, o exército abandona a guerra, visto que a mesma chegou ao fim.
Laodêmio afirma que o seu exercito está guerreando, isto é sinônimo de mentira pesada.

O rei nos trata com respeito e humildade, 

humildade esta que não mostrou ao seu povo.
Por que somos tratados assim? 

O que ele quer conosco? Sinto que é algo que desaprovo.
Também não sinto confiança no Laodêmio de jeito nenhum, meu Grilo Falante amado.

Eu e a Fada Sol estamos com vocês nessa questão do rei; prevejo que ele seja do mal.
O que nos deixa encafifadas é que nós não sabemos quem está enganando quem afinal.
Espero que estejamos em vantagens a esse rei que não tem nada mesmo de encantado.

CAPÍTULO SETE - CIRCE




Exército é pra dar mais poder quem está no poder ou tenta fazer um país não ter caos.
Se está no poder e não precisa exército pra se manter lá, então tem controle da situação.
Suspeito de que quem está no poder possui uma imensa magia. O detentor dela é mau...
Veja como a dona de casa ficou com medo e deixou a casa com ódio na sua expressão.

Nas terras reais só há mulheres, crianças, animais e um louro dizendo: era tudo gente...
O antônimo de gente é animal. A ave nos quis dizer que os homens viraram animais.
Só há um ser capaz de fazer isso: a feiticeira Circe. Ela possui uma magia bem potente.
Se Circe não estiver presente nesta estória, juro a vocês que não conheço ninguém mais.

Ela é deusa do amor físico, dos sonhos divinatórios, das maldições, da morte horrenda,
da magia negra. É rainha das bruxas e feiticeiras. 

Sua magia vem dos filtros, poções
e pós mágicos. É deusa da lua nova também! 

À sua beleza, não há quem não se renda.

A Circe tem poder sobre os falcões. 

Ela é filha da ninfa Pérsia com Hélios, o deus sol.
Circe foi exilada por matar o marido, 

rei de Sarmata, fato que a todos causou comoções.
Seu lugar de exílio chama Ilha Eana, que significa prantear. Assim que alguém chegou

CAPÍTULO OITO - RECARREGANDO AS FORÇAS

Á ilha vê uma luz tênue e fúnebre. 

Com uma varinha Circe pratica a zoomorfização.
Consta na estória da mitologia grega que ela fora derrotada pelo corajoso Odisseu.
Por Rhiannon, Apolinária! Estamos diante de uma criatura muito perigosa então!
Certíssima, Fada Arco-Íris! 

Que Apolinária não disse que Laodêmio não é rei, eu
Creio que Laodêmio é uma pessoa da plebe, 

daí usar a linguagem popular, por sinal.
Talvez por gratidão, ou por um fortíssimo encantamento ele se tornou lacaio dela;
Vamos dar corda ao Laodêmio. Ele acredita que estamos inocentes na estória afinal,
Assim ele nos levara à deusa Circe e lá veremos o que de ruim o destino nos revala.

Meu amado, tô medo! Os deuses são poderosos, nós somos encarnação da fragilidade!
Apolinária, se eu e Fada Sol lhe contarmos o que já passamos com o Grilo...isso é nada!
Não assuste Apolinária, Fada Arco-Íris. 

Há sempre uma saída para qualquer enrascada.

Vamos dormir, descansar, par estarmos bem fisicamente para encarar a dura realidade.
De fato, Fada Sol! Amanhã nós chegamos ao castelo real e lá o perigo que nos espera.
Apolinária! Fada Arco-Íris! Grilo! Boa noite! 

Amanhã saberemos quem é a nossa fera.

CAPÍTULO NOVE - ENFRENTANDO A CIRCE

Laodêmio, meu criado, q que trouxe par sua ama e senhora e que seja do meu agrado?
Minha deusa, trouxe algo diferente do que tenha trazido para a senhora ultimamente.
Sabendo que minha deusa tava enjoada de humanos, trouxe seres do mundo encantado.
Que maravilha, lacaio! Feitiçaria feita com seres encantados ficará ainda mais eficiente.

Deixe-me ver o que trouxe para mim: duas fadas, 

uma borboleta e um pequeno grilo.
Minha deusa querida, os insetos não são comuns, 

eles falam e as duas fadas também.
Os sonhos divinatórios se concretizaram. 

Os pequeninos assustados... Que era aquilo!
Uma linda mulher bem vestida, com uma voz muito encantadora e bastante má, porém.

A Borboleta e o Grilo são protegidos do deus Apolo e ambos são sábios como ninguém.
Como sei? Sou uma deusa! Sei tudo sobre vocês graças ao meu poder. Conhece-os bem.
Vocês são do Portal dos Sonhos e Magia... 

vieram aqui para se intrometerem comigo!

Tá bom! Podem ficar tranquilos! Em breve vou apresentá-los a Tânatos, deus da morte!
Em círculos, e vocês no meio, estarão as aves insetívoras, se vocês queiram outra sorte...
Servo, adorei as prendas! Minha felicidade é tanta 

que tento controlá-la e não consigo.

CAPÍTULO DEZ - COMO SAIR DA ENCRENCA

Usarei a magia para sairmos daqui. Fada Arco-Íris mexe em vão com a varinha mágica.
A situação está complicada! Aqui minha magia não funciona, não tem nenhum poder.
Os pássaros comem de insetos. Não sou inseto, 

voarei pra evitar a nossa morte trágica.
Exato! Os pássaros não se alimentam de fadas, 

todavia podem lhe machucar para valer.

Tenho que correr esse risco, Apolinária! É a única forma que encontrei de nos ajudar.
Não precisa correr tal risco. Odisseu venceu Circe 

com o apoio dos deuses mitológicos.
A ideia é essa mesma, contudo acredito que chamar o deus Tânatos me parece ilógico.
A ideia é sem lógica. Se os deuses não podem com Tânatos, nós é que vamos aguentar?

Apolinária, minha amada Borboleta, pode parecer absurdo, mas não é. Comigo reflita!
Circe quer matar-nos. Faremos Tânatos ver que não está na hora do nosso falecimento.
Por que morremos? Porque as parcas no seu tear cortam nossa linha da vida, acredita?

Tânatos surgiu, peço a ele pra consultar as parcas, assim temos da morte o afastamento.
Você não é um deus, meu querido! E se morrer na mão dele for a nossa cruel desdita?
Não tema, Apolinária minha amada! Algo me diz para confiar no meu pressentimento.

CAPÍTULO ONZE - ORIGEM DA VIDA E DA MORTE



Que estória é esta de Tânatos e parcas serem responsáveis pela morte. Não entendi nada.
Vou lhe explicar, Fada Arco-Íris, desde o começo, explicando tudo tintim por tintim.
As almas moram no inferno, governado por Hades. 

Ao morrermos, lá é a nossa parada.
No inferno há um paraíso chamado Campos Elíseos. 

As almas boas ficam lá. Sem fim.

Uma alma precisa encarnar ou reencarnar por algum motivo que não vem ao caso agora.
Isso acontecerá se: as parcas tecerem a linha da 

vida e essa alma atravessar o rio Lete.
Para adquirir a reencarnação uma alma não pode se lembrar da vida que tivera outrora.
Para chegar a este nível de esquecimento de não se lembrar de nada totalmente, compete

A essa alma cruzar o rio Lete cuja água garanta isso. Fica nos Campos Elíseos?! Exato!
Com a linha do tempo e da vida, atravessando rio Lete, a alma está pronta à encarnação.
Às vezes o homem na vida ofende Hades, aí o castigo quem vem buscá-lo é o Tânatos.

Se for natural, pedida por um deus, para alguém morrer as parcas tomaram tal decisão.
Quando o ser morre é porque elas cortaram a linha 

da vida do mero mortal. Isso é fato!
Nesse caso o sujeito morrerá de envelhecimento ou 

de uma doença; sem contestação.

CAPÍTULO DOZE - OS DEUSES: DONOS DA VIDA 

E DA MORTE

Se morte é solicitada por um deus, geralmente é vingança divina e aí a morte será cruel.
Uma doença lhe trará muito sofrimento, ou um assassinato ou de uma forma terrível.
Grilante, estou boquiaberto com tudo isso! Na minha visão, tudo isso é fora do normal.
Voltando aos Campos Elíseos a alma cruza de novo o rio Lete, lembra de tudo afinal.

Das outras vidas pregressas que ela teve e daquela 

vida que essa alma acabara de ter.
Viu Fada Arco-ìris! Apesar de ser tão complexo, 

não é assim tão difícil de entender.
A decisão sobre a vida é dos deuses do Olimpo com 

a permissão das parcas e Hades.
A morte também segue o mesmo itinerário. Tudo conforme aos deuses e sua vontades.

Os deuses são responsáveis pela nossa vida, eis o motivo do homem ser a eles submisso.
Os deuses são iguais a nós nos sentimentos, contrariando-os pagamos na hora por isso.
Se obedecermos ao pé da letra, teremos deles todas 

as regalias. Resumindo: benesses.

Agora sei o porquê de se construir os templos e as oferendas aos deuses do Olimpo.
Pois é, Fada Arco-Íris. Sobre os deuses mitológicos, coloquei tudo pra em prato limpo.
Para nós compete ficarmos em harmonia com eles através também de nossas preces.

CAPÍTULO TREZE - AS PARCAS

Amigo Grilante, sobre as parcas, fale mais um pouco para que eu possa entender!
Quero dizer que nenhum deus pode alterar as decisões de vida ou de morte das parcas.
Se um mortal morrer por algum castigo dos deuses é porque elas consentiram pra valer.
Tecer linha da vida, guiar o nascer do homem, a luz pra sair do Tártaro são suas marcas.

Tártaro?! São crostas dentais enrijecidas que saem com de um instrumento de dentista!
Apolinária e Grilo Falante riem tanto que as lágrimas soltam aos olhos em abundância.
Depois lhe falo do Tártaro. Continuemos com as 

parcas pra não perder o ponto de vista.
Parcas, três senhoras: Cloto, tece fio;Laquesis, põe linha no tear, a outra é redundância

Em inflexibilidade. Chama-se Atropos, ela corta sem dó o fio que nos da a nossa vida.
Depois do deus Apolo/Febo, as parcas aparecem segundo lugar nas consultas ao oráculo
A fim de que o homem modifique o seu futuro de 

onde a mesma estava quiçá destruída.


Se as parcas são de fáceis consulta em oráculos seria bom consultá-las e não o Tânatos?
Exato, Fada Arco-Íris! Descartoideia de consultar Tânatos. Ele será mais um obstáculo.
Que bom! Só de saber que não consultará ao Tânatos, tira-me os pensamentos chatos.

CAPÍTULO CATORZE - TÁRTARO

Você está parcialmente certa. Tártaro também é 

aquela crosta dura da dentição humana,
Porém na mitologia grega, Tártaro é a lugar para onde vão os deuses quando derrotados
Na batalha final, derradeira com outros deuses. 

O deus Tânatos toma conta desse lugar.
Somente as parcas têm o segredo de ir ao Tártaro 

e voltar dele com todos os cuidados.

Tânatos é um deus muito forte. Tem as entranhas feitas de bronze e o coração de ferro.
Na maioria das vezes é descrito como criatura de rosto envelhecido coberto com véu
e uma foice na mão. Possui uma expressão horrenda de levar qualquer mortal ao berro
Só de olhar. Já não basta o fato de tirar de nós a vida sem nenhum remoroso ou perdão.

Esse deus é perigoso, Grilante! Mexe com ele não. Peço-lhe de joelho se preciso for!
Não precisa, amiga Fada Arco-Íris! A sua ideia em relação a minha é muito melhor.
Ah, que bom! Uma preocupação a menos. Agora o que fazer para sair dessa enrascada.

Tenho um plano. Dependerá da consulta que farei as parcas. Se tivermos direito a vida...
Deixemos o conversê. Daremos início aos procedimentos. Fique perto de mim, querida!
Orações e consultas são feitas às parcas. Se os 

nossos heróis vão morrer... que nada!

CAPÍTULO QUINZE - EM AÇÃO

As aves carcerárias ao verem as deusas da vida e da morte abandonaram o recinto.
Vamos, Grilante e Apolinária, sair daqui, visto que nossos algozes desapareceram.
Fada Arco-Íris, não podemos sair daqui! Circe irá atrás de nós de qualquer jeito, sinto...
Ficaremos aqui! Vamos para o embate com deusa 

Circe e seus comparsas que correram.

Fada Arco-Íris, o meu amado tem um plano e a minha intuição pede para executá-lo.
Oh, seres que amam o perigo! Tá bom, eu fico! Quem manda ter amigos doidos assim!
Fugir daqui não vai resolver o problema. Lá na frente ele aparecerá de novo num estalo,
Minha amiga Fada Arco-Íris. Nós cortaremos o mal pela raiz e nessa estória por um fim.

Já disse tá bom! A saída é pedir proteções divinas e torcer para tudo sair nos conformes.
De repente deusa Circe aparece com seus lacaios. Tolos! Não fugiram, seus retardados!
Ao ouvir a voz da rainha das bruxas, nossos pequeninos heróis levam sustos enormes.

Vocês foram pedir ajuda aos deuses?! Cadê-los? Eles esqueceram de vocês, mas eu não!
Serei superpoderosa! Sendo seres mágicos, com vocês meus poderes serão ilimitados.
Para não desinteressar minhas poções, eu vou utilizar 

a minha varinha de condão.

CAPÍTULO DEZESSEIS - CONFRONTO

O Grilo diz baixinho: Fadas Arco-Íris, Sol, Apolinária, colem em mim rapidamente!
Fada Arco-Íris, transforme sua vara de condão em espelho. Entrega-mo imediatamente.
Circe joga sua magia, o Grilo a recebe com espelho e esta volta ao lugar de onde veio.
Ao retornar, a forte magia transforma a rainha das feiticeiras num animal bastante feio.

Malditos! Que fizeram comigo? Vocês me pagam quando desmanchar o encantamento!
Circe, não somos adeptos da violência, vingança, maldade, tampouco de sofrimento.
Diga-nos o que podemos fazer para que a senhora volte rápido à sua normalidade.
Grilante, não faça isso! Vamos embora! Vencemos!Mantemos nossa física integridade.

Pois é, Fada Arco-Íris! Salvemos nossa integridade física e a nossa integridade moral?
Repito: não somos vingativos, omissos; se podemos ajudá-la nisso não há nenhum mal.
Você é ingênuo, Grilante!Se dermos a mão à ela, não seremos retribuído com o bem!

Pelos nossos princípios éticos, não podemos deixar Circe assim. Circe, como ajudá-la?
Há uma poção num frasco cor de rosa... pra voltar ao ser o que era antes, basta tomá-la!
Se demorarem alguns minutos e eu não tomar a poção; ninguém me ajudará, ninguém!

CAPÍTULO DEZESSETE - GESTO NOBRE




Fada Sol, traga-nos rápido sua varinha mágica e a poção de que a deusa Circe necessita.
Para esse caso a minha varinha não resolve. Dê-me a varinha da deusa das feiticeiras.
Imediatamente o rabo da criatura horrenda empurra a varinha mágica em direção à fada.
Fada Sol consegue a trazer a porção que o monstro ao tomar faz caretas bem grosseiras.

Pronto. Circe voltou ser bela, os animais a serem gentes. Resolvemos enfim a pendenga.
A deusa olha pro Grilo, dirige-lhe palavra sem nenhum sentimento de ódio ou vingança.
Vou-me embora. Deixarei tudo como está. Sua nobreza deixou meu coração molenga.
Deixá-los-ei viver; não os colocarei em minhas poções, por enquanto. Saio de mudança.

Espero não cruzar de novo consigo, se não esquecerei sua nobreza e realizo meu sonho.
Infelizmente eu não tenho nenhum poder para dar vida sua adorada e simpática rainha.
Fui usada como pretexto para que a morte pudesse desencarná-la. Não é culpa minha.

A Circe some, deixando todos do reino radiantes de felicidade. Adeus reino tristonho.
Espero nunca mais ver essa maldita deusa à minha frente. Oh, terrível carne de pescoço!
O pássaro que dizia ser tudo gente era rei do lugar. Cuidar do meu povo agora eu posso.
 


O FILHO DA POETISA


segunda-feira, 25 de março de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

FALSA PRINCESA





Queria tê-la como Cinderela, 
 ser o seu príncipe encantado, 
 bastaria simplesmente que ela 
 desse-me seu coração apaixonado 

 Agora eu preciso do sorriso dela 
 a fim de que o fogo seja apagado 
 do meu coração sem deixar sequela 
 e assim no braço do amor ser atirado. 

 Ao ganhar o sorriso dela, que tristeza! 
 Os dentes há muito deram-se em fuga, 
 Além de ter um narigão com verruga... 

 Era muito feia digo com toda certeza: 
 do canhão ela era sabe o quê? A bucha. 
 Que pena! Não era princesa e sim bruxa. 

 O Filho da Poetisa

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DESENCANTADO


Sonhei contigo e caí da cama,
Quase bati a cabeça no chão.
No sonho deixaras em chama
Meu inocente e bom coração

Havia ali uma pequena pira
com incensos e negra vela
acesa. Teu olhar tem na mira
um livro de magia nada bela.

Dizias as palavras sem nexos
Ao ler o citado livro macabro.
Meus olhos ficavam perplexos.

Após meu coração ser dissecado
um portal a outro mundo eu abro
onde cada príncipe foi desencantado.

O FILHO DA POETISA

domingo, 20 de janeiro de 2013

UMA PULGA NA BALANÇA


Uma pulga na balança
Deu um pulo foi à França.
Se pulasse na cama elástica
faria uma viagem fantástica;
Quiçá até fora do nosso planeta
onde domaria um belo cometa
e fazer um turismo pelo universo
contando tudo em prosa e verso.

Uma pulga na balança
deu um pulo e foi à França.
Se fosse num pula-pula
estaria dançando hula-hula
em qualquer canto do Havaí,
deixando-nos com inveja por aqui.

Uma pulga na balança
Deu um pulo e foi à França.
Olhando a minha cara de jacu
au revoir mes bijoux
disse-me num bom francês
apesar d’eu falar só em português.

O FILHO DA POETISA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ÓDIO MONSTRUOSO


Ao ter nessa noite um sonho terrível,
confesso que caí apavorado da cama,
pois havia nele um monstro terrível
que me Olha com um olhar em chama.

Você acertou com um cruel estilingue
uma pedra pontuda no meu bumbum,
nada mais é justo que agora eu vingue
transformando-o numa pasta de atum.

Vou pular sobre você com tanta vontade
que me arriscarei até dar uma rebolada
para humilhá-lo perante toda sociedade

Depois da vingança e tudo consumado
Eu não me importarei com mais nada
nem mesmo que você tenha acordado.

O FILHO DA POETISA

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O VELHO TERMINAL


É o último dia dele! Hoje ele não escapa!
Na hora em que o velho morrer, festejarei.
Não haverá violência. Se quer nenhum tapa.
Com a morte do velho, nenhum remorso terei.

Nada a queixar dele. Para mim ele foi muito bom.
Mas a vida é assim. Pra morrer basta estar vivo.
Não haverá lágrimas. Sua morte trará muito som,
muitos sorrisos, muitos abraços. É compreensivo...

Para quando chegar a hora, já tenho a vestimenta.
Roupa toda branquinha e a peça íntima amarela.
É uma simpatia que me fora ensinada pelo povo.

Passar hoje da meia-noite o velho não aquenta.
Isto é fato. Chegando a hora ,abra bem a goela
e solte com todos os pulmões: Feliz ano novo!

O FILHO DA POETISA

AGOURO COM O NOVO ANO


Meu Filho, nessa passagem de ano reze
e reze muito para mais tarde não reclamar,
o ano novo que inicia hoje é dois mil e treze;
todo mundo sabe que treze é número de azar.

Está achando minhas palavras sem noção?
Dar-lhe-ei exemplos que mudarão sua ideia.
antes de acontecer a fatídica sexta-feira da paixão
Havia trezes pessoas presentes à última sagrada ceia.

Nas lâminas do tarô o treze representa a morte.
Na sexta - feira treze, então, em que o mal é o norte...
Chega! Dei exemplos de sobra para provar a minha tese!

Tia, muita gente tem opinião contrária a da senhora.
No catecismo me disseram que se em nosso coração mora
Papai do céu, não existirá nenhum mal que contra nós pese.

O FILHO DA POETISA

sábado, 29 de dezembro de 2012

UM ANO NOVO DIVINO

Vou seguir firme a estrela do oriente
Com muita fé, carinho e bastante ardor,
Vai ser uma experiência bem comovente
Quando estiver diante do nosso Salvador.

Levarei a Ele o meu coração como presente,
Oferecer-Lhe-ei a minha vida se necessário for,
Acredito que assim como eu haverá muita gente
Que se Prostrará diante Dele que é o Deus-amor.

Seguindo na íntegra a sabedoria do Deus-menino
Terei a plena certeza deque o ano novo será divino
Pois Ele será a base minha alegria, minha fortaleza...

Amigo, faça o que eu de corpo e alma estou fazendo
E no final quando o ano novo estiver a serra descendo
Você dirá com toda serenidade: esse ano foi beleza!

O FILHO DA POETISA

VELHO MORIMBUNDO



De hoje o velho não passa!
Despede-se dele o mais rápido possível!
Para alguns ele foi ruim,
para mim até que foi bom,
e para você como ele foi?

De hoje o velho não passa!
Está bem frágil o pobrezinho!
Na hora em que der meia-noite
em que houver o espocar dos foguetes
o brinde com taças de champanha,
o velho dará o seu último suspiro.

O golpe fatal ele receberá
quando todos se abraçarem
e gritarem uníssonos:
FELIZ ANO NOVO!!!

O FILHO DA POETISA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MAGIA DE ANO NOVO!

Descobrindo um reino mágico 
que estava bem escondidinho 
fui aos pouquinhos explorando 
mexendo em todos os ninhos 

 Flores perfumadas e falantes 
bichinhos por demais espertos 
fadas amigas praticando o bem 
anjos divinos vigiando de perto 

Passei todo esse tempo voando alto 
com sentimento de coisa gostosa 
minhas asinhas não ficavam paradas 
procurando magias bem proveitosas 

Muitos seres encantados encontrei 
iguais a mim querendo feitiçaria 
não pensei fui logo me entregando 
agora sou do reino que só tem alegria 

 Faço e conheço todos os feitiços 
uso varinha mágica para encantar 
estou renovando tudo que é bom 
desejando sempre com você estar 

 Quero sempre renovação em sua vida 
Contribuir para tudo ser bem natural 
Não importando como os anos passem 
farei magia com muita fé aqui no Portal 

 SoninhaBB 

 Fada Arco-Íris deseja um Feliz Ano Novo!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

NATAL DE UM MENINO MAU


Vamos, vai até a árvore de natal, meu filho,
e pegue o seu lindo presente de natal.
Querido, que carinha é essa de decepção?
Olhe, mamãe! Aqui tem uma dúzia de milho
uma folha de papel ofício, tamanho normal,
e nela digitada uma prece de perdão.

Há dentro do pacotinho também uma carta
escrita pelo Papai Noel de próprio punho.
Leia, meu filho, para mim em voz alta.
Zezinho, a ideia de ter presente, descarta.
Muita gente poderá dar como testemunho
de quanto a maldade em si lhe sobressalta.

Não estudando para passar na escola
o que faz ? Ameaça seu colega pedindo cola.
Puxa inúmeras vezes o cabelo de sua irmã,
faz mal criação com a sua vizinha anciã.
Deixa sua casa toda bagunçada
só pra deixar exausta da casa a empregada.
Joga pedra sem motivo algum nos passarinhos,
fazendo a mesma coisa com os cachorrinhos.


Não divide de modo algum suas coisas com ninguém
e sempre dá um jeito de fazer chorar o neném.
Você não é um filho obediente,
Tenho que lhe dizer isso. Infelizmente,
Entra no seu ouvido e saí pelo franzido
qualquer coisa que seus pais lhe tenham pedido.
além disso nem se quer lembra do Papai do Céu...
Com tanta maldade praticada, como quer ganhar presente meu?

Se quiser presente neste natal, siga os seguintes passos:
divida os milhos colocando-os no chão para cada joelho.
Leia silenciosamente a prece do perdão para todos os erros crassos
que fora por mim listado a fim de que não cometa mais nenhum destrambelho.
Transforme o seu coração de pedra em coração de carne
pedindo perdão com fé a seus pai e ao Pai Criador,
para que toda bondade do mundo no seu peito reencarne
e nele possa reinar o mais sublime e divino amor.

Se você quer seu presente de natal comece agora urgente
e assim que eu acabar de entregar na noite o ultimo presente
Com muita satisfação retornarei a sua casa novamente.

O FILHO DA POETISA

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O COLECIONADOR DE BORBOLETAS


CAPÍTULO UM - UMA BORBOLETA RARA

Meu pai! O que os meus olhos estão vendo, será que é verdade?
Uma linda borboleta da espécie grega Apolinarium Apollum!
Tal inseto maravilhoso em nosso mundo é de fato uma raridade,
pois tornará minha coleção rica em ter uma espécie incomum.

Apolinarium Apolum é uma espécie de borboleta que traz três cores consigo.
Branco e azul que estão na bandeira da Grécia e amarelo que representa o sol.
O sol era um deus e tinha o nome de Apolo/Febo consoante o mito do grego antigo.
A palavra Apolinarium significa consagrada ao Apolo, deus que a gente já falou...

Apolinarium Apolum é uma borboleta que tem um voo suave, poético e encantador.
Suas asas ao baterem durante o voo é uma petição carinhosa de licença ao vento.
Não sei quantas borboletas dessas existem, só sei que são raras e de muito valor.

Fico imaginando as caras dos meus amigos ao verem na minha coleção
uma Apolinarium Apollum toda majestosa. Será o comentário do momento.
Minha coleção será cobiçada por todos, inclusive poderá ser chamariz de ladrão.

CAPÍTULO DOIS - APURO

Mesmo sem estar com os meus apetrechos de caçar borboletas vou tentar pegá-la,
não sei terei outra chance, portanto não posso deixar passar tal oportunidade...
Pé ante pé para que o inseto não percebesse sua presença, o homem tenta agarrá-la,
mas Apolinária obedecendo a sua intuição fugiu do homem usando muita agilidade.

Vem cá sua fujona, vem cá! Você vai tornar minha coleção ainda mais valiosa!
Fique parada aí sua danadinha! Não tenho mais preparo físico para tanta correria.
O que você quer comigo? Não lhe fiz nada! Não podemos resolver com uma boa prosa?!
Não há o que conversar! Quero apenas tê-la na minha coleção “ para minha alegria”!

Só bicho homem faz uma coisa dessa! Tira vida de outra ou da mesma espécie por bel prazer!
Sou uma criatura pequenina, não tenho peçonha, não faço parte de sua cadeia alimentar,
mas mesmo eu não lhe oferecendo perigo nenhum você ainda deseja me matar!

A tagarelice toda acontecia durante o voo ziguezagueante e na correria do humano para ter
a desejada borboleta. Infelizmente todo o esforço do colecionador foi em de fato vão.
Ela fugiu. Tomara que não seja a única chance de ter a rara borboleta à minha coleção.

CAPÍTULO III - PROTETORA

De repente há um choque de uma borboleta com uma fada e ambas caem ao chão.
Que isso, Apolinária! Posso saber onde você está indo com todo esse desespero?
Fada Arco-Íris, salva-me! Estou fugindo de um humano que quer me colocar na sua coleção...
Apolinária, que ser desprezível! Venha comigo! Moro aqui perto. Você estará salvo, espero.

Eu estava dando meus passeios quando pressenti um perigo enorme ao meu redor.
Olho bem a minha volta e o que vejo? Um homem vindo sorrateiramente á minha direção.
Ainda bem que fui esperta! Ele tentou e não conseguiu. O bicho homem se dizia colecionador
de borboletas e que por eu ser uma borboletinha raríssima, tornaria valiosa sua coleção.

Creio que jamais me esquecerei desse sujeito: gordo, calvo, alto e dono de uma voz grave.
Consegui fugir dele porque o humano não tinha preparo físico bom. Esse foi seu entrave.
Se você não se importar, ficarei mais um tempinho até o vilão estar longe, léguas daqui.

Fique o tempo que for necessário. Enquanto esse homem estiver aqui você não estará em paz.
Tenho certeza! Temos que mandar o homem para fora do Portal através de um plano eficaz.
O pior, Apolinária, que não sou boa nisso. O seu amado Grilo Falante monta cada um que...

CAPÍTULO IV - O PODER DE UMA SACERDOTISA

Nosso eficiente estrategista não está. Com o mal lá fora não há como chegar até ao meu amor.
Então serão nós duas mesmas que teremos que nos virar para resolver de imediato tal parada.
Não sei se você sabe, mas eu sou uma sacerdotisa que numa linda borboleta fui transformada
pelo deus Apolo, pois eu estava decidida ir atrás do meu amado (Grilo Falante) seja onde for.

Para ficar adequada ao contexto que eu queria estar, o deus Apolo me concedeu a tal graça,
transformando-me nessa bela borboleta. Ela não me tirou os poderes de uma sacerdotisa.
Usarei o poder da clarividência para saber quem é o meu inimigo e o que na cabeça dele passa.
Conhecendo-o poderei criar uma estratégia que funcione a nosso favor e de forma decisiva.

Estou vendo... o colecionador veio parar aqui com a finalidade de me capturar à sua coleção.
Ele vem estudando borboletas raras em longas datas. Sua Intenção é pegar uma por uma
e assim ter de todos os colecionadores do mundo muito respeito e também admiração.

Caso o humano consiga mais de um exemplar, venderá a quem lhe oferecer mais dinheiro.
Ele é entendido no assunto. No mundo todo uma coleção igual a dele não há nenhuma.
Apolinária, animais raros tornam o feitiço ou encantamento inquebrantável por inteiro.

CAPÍTULO CINCO - PASSOU O PERIGO

A magia feita com eles fica tão indestrutível que nem os deuses conseguem desmanchá-la.
Se os animais raros caem nas mãos de inescrupulosos sedentos é sofrimento na certa.
Estou muito apreensiva, Apolinária! Temos que de dar um basta nesse humano “mala”...
Sim, Fada Arco-Íris; todavia, primeiramente, tenho que salvar minha pele que está incerta.

Você tem outro poder além da clarividência e que a gente poderia usar ao nosso favor?
Sim! Através da telepatia posso ouvir o pensamento daquele perverso ser humano...
Droga! Perdi a borboleta! Quando a verei outra vez? Desenharei o local para quando eu for
retornar aqui amanhã o encontre sem nenhum problema e/ou sem nenhum engano.

Vou para casa. Separarei meus apetrechos de pegar borboletas, deixando a minha disposição
para o dia seguinte. Equipado, terei a esperança de encontrar a borboleta da minha coleção.
Decepcionado consigo mesmo e cansado também, o colecionador retorna para o seu lar.

Fada Arco-Íris, obrigada pela hospitalidade. O bicho homem já foi embora e retornará amanhã.
Já posso ir embora. Visitarei o meu amor, Grilo Falante, e depois com todo meu afã,
pensarei num jeito de tirar aquele asqueroso humano do um pequenino calcanhar.

CAPÍTULO SEIS - O PLANO

Antes de ir embora, você me emprestaria sua varinha de condão por apenas um dia?
Se lhe emprestar, ficarei sem poderes... para que você quer minha varinha de condão?
Estou arquitetando um plano para ficar livre do colecionador, a varinha será de muita valia
para que o malvado homem me deixe pra sempre em paz, precisará de prender uma boa lição.

Amanhã no local e horário desejado por ele, estarei lá para que a sua insanidade cometa.
Fingirei que estou resistindo à intenção dele. Quando encostar em mim o ser irracional,
usarei a varinha de condão para me defender e o transformarei numa comum borboleta.
Conversarei com algum bicho da floresta para que o homem seja atacado por esse animal.

A fera não vai comer e nem machucar o bicho homem; agora, Fada Arco-Íris, lhe prometo
a minha intenção é fazer com que o humano sinta na pele o que ele está fazendo comigo,
assim não perseguirá animal nenhum. Esse homem já terá consciência do sabor do perigo

que está me proporcionando. Duvido que o homem volte a essa vida de assassino obsoleto!
Emprestarei minha varinha sim, uma vez que você não está visando fazer nenhum mal
e sim colocar o danado do ser humano no caminho ecológico do bem que é universal.

CAPÍTULO SETE - EM EXECUÇÃO

O que é do homem o bicho não com! Afirma com razão o sábio provérbio popular.
O que os meus olhos veem de novo? A encantadora borboletinha da espécie rara!
O máximo que irá fazer é resistir. Estou preparado para obtê-la, não há como escapar.
Correndo, o colecionador joga a rede de pegar a borboleta e captura o inseto que desejara.

Sou a única pessoa da face da terra a ter uma borboleta feita pelo deus Apolo segundo a lenda.
Que felicidade! Minha coleção será valiosíssima! Os colecionadores ficarão com inveja de mim!
Matarei minha curiosidade. O colecionador pega a borboleta pela asa... que beleza estupenda!
Valeu à pena minha determinação e estudos. Creio que somente eu tenha uma alegria assim.

Na hora em que era devolvida à rede, Apolinária toca no colecionador com a vara de condão.
Que isso! O que está acontecendo comigo? Parece que estou sofrendo uma transformação!
Parece não, colecionador, você está se transformando numa simples borboleta como eu.

Caramba! Que maldição é essa?! Por que está acontecendo comigo tudo isso?
Colecionador, fique tranquilo. Você não está sendo vitimado por um feitiço ou um castigo.
Esta é uma terra encantada. Aqui a magia é capaz de mudar a realidade que você conheceu.

CAPÍTULO OITO - A NOVA REALIDADE

Já que você quer me matar, para eu que possa fazer parte de sua horripilante coleção,
resolvi, colecionador, virar o jogo. Agora você sentirá na pele o que e ser uma presa.
Agora você sentirá na pele o que é viver com alguém atrás de você fazendo maior presão,
querendo lhe matar e com poder pra isso, implantando em si medo de morrer, daí a tristeza.

Se eu não quiser como borboleta? Como é que fica? Ou não terei direito de escolha?
Você virou uma borboleta depois que lhe toquei com uma potente varinha de condão.
Você é uma borboleta ou uma fada? É tão bizarro que a minha mente parece dar bolha...
Colecionador, sou uma borboleta rara. Esta é uma terra de magia, repito minha informação.

A Fada Arco-Íris me emprestou a varinha de condão para que eu o fizesse ficar igual a mim.
Para voltar à forma humana, basta desejar a qualquer fada que você que reornar a ser gente
e confessar de todo coração que não vai mais caçar borboletas e que abandonou tal ato ruim.

Não acredito! Até aqui na terra encantada tem seres fazendo chantagem e humilhação,
pois é isso que está acontecendo comigo ou será que pra você tem outro nome então?
Colecionador, sua ignorância aliada ao egoísmo fazem com que você lhe faça mal, enfim.

CAPÍTULO NOVE - A HORA DO PITO

Que graça tem em pegar borboleta, matá-la e pô-la num quadro morta e presa com alfinete.
Sou uma espécie rara,valho até bons trocados, e outras que não têm se quer valor monetário?
Você agora é igual a elas. Matar alguém pra não comer ou que nos cause perigo como este
que você me impôs, só pode ser monstruosidade humana. Ainda vem até a mim num topete...

Nenhum a vida pode ser tirada de um ser por dinheiro, bel-prazer de outrem, ou preconceito.
Todo ser vivo tem sua importância no mundo em que vive, caso contrário não seria criado;
portanto, colecionador, para fazê-lo voltar ao que era antes ( bicho homem), só há um jeito:
Você, colecionador, aprender a lição que por mim lhe está sendo gratuitamente ensinado.

Está bom, senhorita Apolinária! Chega de blablablá! Não precisa mais! Agora sim, entendi!
Volte-me à condição humana que não perseguirei mais você, fingirei que jamais a conheci.
Se for necessário e/ou do seu interesse, vou embora até do Portal e nunca mais pisarei aqui.

Anda! Vamos! Volta-me a ser gente de novo! Não aquento mais essa situação inusitada.
Colecionador, desculpa-me! Você está bancando o tolo, fingindo que não entendeu nada.
Você não se arrependeu. O desejo acompanhado de remorso deve ser feito a uma fada.

CAPÍTULO DEZ - ONOMATOPEIA DO PERIGO


Outra coisa: a varinha a qual lhe toquei não me pertence, logo já foi devolvido à dona.
Apolinária, silêncio! Estou ouvindo algo. Veja se você consegue também identificar...
O que pude perceber até agora que se trata de uma ave, proprietária de uma vozeirona
que mesmo estando distante o som emitido por ela chega aqui. Vamos nos concentrar.

Apesar de estar ainda estar ainda muito longe, acredito que tal som muito bem eu ouvi.
Então desembucha! Só de ser um passar, temos que colocar nossas barbas de molho.
Podemos, colecionador, redobrar nossa atenção. O som que escutei é de um bem-te-vi.
Pra um inseto, esse pássaro é o próprio diabo emplumado. Viver agora será um abrolho.

Apolinária, o pássaro bem-te-vi tem principalmente nos insetos sua alimentação preferida.
Portanto a morte para nos alcançar não demorará tanto e resistir seu ataque não adianta.
logo,logo, não necessariamente nessa ordem, do bem -te-vi eu serei o almoço e você a janta.

De onde tirou tal ideia? Dois insetos. Quem pegar primeiro? Darei um jeito de ser a escolhida,
enquanto isso você voará, buscando ajuda para que eu possa viver da investida do bem-te-vi.
As fadas do Portal são minhas amigas. Tome este endereço. Elas moram bem pertinho daqui.


CAPÍTULO ONZE - O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Sou um homem, borboleta - macho, sei lá, de princípios. Inverterei só uma coisa no seu plano:
Confrontarei a fera e você foge pra pedir ajuda. Não conheço as fadas, muito menos este local.
Se eu fugir, não resistirei à tentação e salvarei apenas minha pele, causando-lhe desengano...
Não quero comigo dois arrependimento, já basta um: de ter causado às borboletas o mal.

Cada segundo que passa vai se aproximando cada vez mais o som cruel da morte detentora.
Apolinária, não há como desfazer o que já está feito. Com a dona morte em nosso encalço
é que percebi o quanto fui tolo em ter uma coleção de borboleta de beleza tão encantadora,
indefesa e que jamais quis de alguém a aniquilação. Juro a você que não estou sendo falso.

Dando minha vida pra salvar a sua, já tira da minha consciência um enorme e incômodo peso.
O feitiço virou contra feiticeiro. Antes eu era o predador, hoje sou a presa. Agora apenas rezo
para morrer sem sofrimento. Apolinária chora sensibilizada com as palavras do colecionador.

A borboleta-macho num outro gesto cavalheiresco oferece à Apolinária o seu ombro amigo.
Perdoa-me as lágrimas, mas elas são de felicidade por tudo aquilo que de coração você falou.
Não há do que pedir perdão, Apolinária. Pena que só agora minha consciência doentia sarou.

CAPÍTULO DOZE - ANTENOR

Acompanhado da Fada Arco-Íris, o bem-te-vi pousa bem perto das borboletas, seus petiscos.
A fada, amiga da Apolinária, toca no pássaro com a varinha e este volta a ser o Grilo Falante.
Desculpa-me, minha amada, não poderia deixá-la em apuro, passando por quaisquer riscos.
Que lindo! Como posso achar ruim auxílio de alguém que na minha vida é o mais importante?

O Grilo Falante e a borboleta Apolinária se abraçam, se beijam, trocam olhares de felicidade.
Apolinária e a Fada Arco-Íris contam tudo para o colecionador que já está do susto refeito.
Ele fica surpreso, mas depois aceita a lição da Apolinária e até lhe propõe manter a amizade.
Fada Arco-Íris toca no colecionador com sua vara e o mesmo tem seu viver de inseto desfeito.

Meus novos amigos, tirem-me o codinome de colecionador. Chamem-me pelo nome: Antenor.
Lindo nome que você tem! Ele agora não vai mais rimar com dor, dissabor, horror, pavor...
Você está certa, Apolinária. O meu nome agora estará ligado à natureza, nosso bem maior.

Fada Arco-Íris, nunca é demais agradecer. Muitíssimo obrigada pela sua eficaz proteção.
Grilo Falante, meu amor, que tal irmos namorar e falarmos somente de coisas do coração?
Antenor, prazer em conhecê-lo. Arco-Íris, grato por cuidar de Apolinária. Amor, vamos então.

O FILHO DA POETISA

domingo, 16 de dezembro de 2012

RESIDÊNCIA REAL



Vou para aquele castelo,
Lá existe um príncipe belo
Que domina um sol amarelo
Tendo no amor seu flagelo.

Vou agora para aquele castelo
Colocarei o meu beijo no prelo
Lá eu tocarei no meu violoncelo
Uma canção que será o meu elo.

Vou correndo para aquele castelo
Não sendo lá num átimo cancelo
Pois outro lugar eu não chancelo.

Vou nesta hora para aquele castelo
Onde para os meus súditos pincelo
A felicidade que com estes parcelo.

O FILHO DA POETISA