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O ASTRO

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APOLINÁRIA, A BORBOLETA AMANTE

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Não, não vou sair daqui...

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sábado, 22 de maio de 2010

O DEMÔNIO DOS SONHOS



CAPÍTULO UM – O “PITÍ” DA LAGARTA FALANTE

Fada dos Sonhos, eu realmente não acredito!
Eu já estou até me benzendo por completo!
Que estória é essa d’eu me virar outro inseto,
só deixando de ser feio para ser um inseto bonito?

Insisto! Chega, Fada dos Sonhos, eu não admito
de virar um outro animal, mesmo que não abjeto!
Qualquer dia virá alguém e me transformar em objeto
e vai ficar por isto mesmo, ninguém vai achar esquisito!

Sei que estou num mundo mágico e não tenho magia
e por isto vem um ser encantado com a sua tirania
transformando-me em que ele quiser, a seu bel- prazer.

Chega! Chega de me pegarem assim para Cristo!
Já estou realmente de saco cheio com isto,
não suportarei mais se isso de novo acontecer!

CAPÍTULO DOIS – “DEBAIXO DESSE ANGU TEM CARNE”

Todo o mundo sabe que fui em Lagarta transformado
porque escrevi um poema exaltando a beleza da Fada Bel,
eis que surge irada na minha frente vindo lá do céu
a deusa da beleza com a sentença a qual fui condenado.

A deusa mitológica Afrodite já veio de caso pensado
em me dar um castigo assim de forma tão cruel.
O assunto em questão era beleza, a minha foi pro beleléu
transformando-me neste inseto pela feiúra vitimado.

Se meu castigo é ser uma criatura feia e não linda
essa estória de ser uma borboleta fica sem sentido ainda
contrariando a punição que a deusa me tenha dado.

Casando-me com outra borboleta e sendo feliz, só aumenta a contradição.
tornando mais ainda incoerente tal esquisita situação,
portanto concluo que nesta estória há algo de errado.

APÍTULO TRÊS – ORÁCULO DE DELFOS

Só de pensar que esse fato seja verdade passo a temê-lo
e o meu peito é habitado por uma imensa amargura,
só a hipótese de ser transformado em nova criatura
já é para mim em vida outro horrível pesadelo.

Temendo o que a Fada dos Sonhos me disse venha acontecê-lo
vou ao Oráculo de Delfos ver qual será minha ventura
para que eu possa hoje através desta visão futura
no meu destino já no presente, agora, possa mexê-lo .

O Oráculo de Delfos me afirmara com toda certeza:
Fada não traz pesadelo, isto seria um tipo de malvadeza,
quando ela cuida dos sonhos, sonhamos é com coisas boas da vida...

Segundo o oráculo, não fui visitado pela Fada dos Sonhos
e que a verdadeira causa de meus sonhos serem medonhos
é um demônio que vem aparecendo na forma da tal Fada querida.

CAPÍTULO QUATRO – UM POUCO DE MITOLOGIA MEDIEVAL

Esse demônio somente à noite é que ele aparece.
É chamado de Súcubo se esse capeta for feminino
Ou de Íncubo, caso esse satanás seja masculino.
É por causa dele que o pesadelo então acontece.

De noite, quando ele vem, o sono reparador desaparece,
esse demônio vem montado num cavalo de fogo. Traquino,
faz com que o sonho da gente tenha um terrível destino...
às vezes é tão cruel que o sonho não tem fim, acordamos e vamos à prece,

de tanto que ficamos bastante impressionados;
chegamos até ficarmos mesmo dormindo bem suados
de tamanho enorme que é o nosso susto.

Se fosse a Fada dos Sonhos teríamos sonhado com anjinho
e cada sonho na verdade seria um ótimo caminho
de alívio ao nosso estresse e assim teríamos o sono do justo.

APÍTULO CINCO – SOBRE O PODER DO ÍNCUBO

Nossa, meu pai! O meu caso é ainda mais aterrorizador,
pois estou tendo esses pesadelos mesmo estando acordado,
a culpa só podia ser desse demônio que de mim tem apossado!
Disseram-me o que tenho é depressão, mas não é não senhor...

Agora entendo o porquê da minha vida não ter mais sabor
e o porquê de andar cada vez mais e mais desanimado.
A cada aparição sua, ele rouba minha energia, sinto-me esgotado,
sem a força nenhuma, não há como ser um grande guerreiro lutador.

Se essa situação continuar procurarei com os meus próprios pés a morte,
porque não havendo como vencer um inimigo tão forte,
não darei ao meu adversário o gostinho de tirar a minha vida.

Garanto que a idéia de suicidar-me este demônio aprova
quer saber? Eu? Tirar a minha vida? Uma ova!
Vou reunir minhas poucas forças e encontrar uma saída!

CAPÍTULO SEIS – FADA SONHO VERSUS ÍNCUBO

Com o pressentimento de que algo ruim está acontecendo
a Fada dos Sonhos sai para olhar como está os sonos das fadas e o meu,
avistando o íncubo sobre mim sugando minhas forças ela entendeu
do grande risco que o Portal dos Sonhos e da Magia estava correndo.

Com toda coragem e magia, a Fada dos Sonhos vai me defendendo
e o demônio dos sonhos então interrompe o trabalho seu
ao ver que o seu adversário é uma pequenina fada percebeu
que nenhum sério risco ele, o íncubo, estava tendo.

Dizendo umas palavras impossíveis de a gente entender
o capeta dos sonhos lança um pouco do seu enorme poder
sobre a Fada dos Sonhos, arremessando-a com força ao chão.

O tinhoso dos sonhos deixa-me e parte em direção da Fada;
fico muito desesperado pois não tenho forças para fazer nada,
nem para tentar salvar a Fada dos Sonhos desta horrenda situação.
CAPÍTULO SETE - A SALVAÇÃO

Quando o demônio sobe na Fada para sugar dela toda energia,
não teve tempo nem de começar o serviço. Ouvira em alto e claro som:
Deixe a Fada e a Lagarta falante em paz! Quem lhe fala é a Fada Rhiannon,
a rainha das fadas, dona desse mundo chamado Portal de Sonhos e Magia.

O diabo olha para Rhiannon com toda fúria que no olhar possuía,
grita inconformado para rainha das fadas: tá bom! Tá bom!
E a deusa das fadas se mantém enérgica sem perder o tom
disse para o chifrudo dos sonhos: também sou a sua rainha, sabia?

Vamos, íncubo, me obedeça! Ajoelha-se diante de sua soberana!
O demônio se curva mesmo com ódio que de sua visão emana
diante da rainha dos infernos, a esposa de Hades ou Plutão.

Obedeça-me, volte para o inferno com o rabinho entre as pernas
ou você irá querer enfrentar as minhas fúrias que são eternas
e elas serão as responsáveis pela sua deliciosa extinção.

CAPÍTULO OITO – A PAZ DE VOLTA AO PORTAL...

Do embate com o satã, a Fada teve as asas e as costelas quebradas,
enquanto a Lagarta Falante que estava da morte por um triz
de tão fraquinha que estava o pequenino inseto infeliz,
ambos tiveram seus problemas resolvidos pela deusa das fadas.

Fada dos Sonhos e Lagarta Falante não fiquem mais preocupadas,
o íncubo está de volta ao inferno aonde lá o malvado criará raiz,
o Portal dos Sonhos e Magia a partir de agora voltará a ser feliz
porque os problemas causados pelo íncubo são águas passadas.

Amiguinhas, tenho que partir, pois há outras coisas a fazer...
fiquei orgulhosa em vê-la sua amiga Lagarta Falante defender
apesar de saber que o seu oponente fosse infinitamente superior.

Quanto a você, Lagarta falante, demonstrou ser bem resistente
não só no corpo, mas também ser muito forte a sua mente...
Parabéns a vocês duas. Deram o que tinham de melhor!

O Filho da Poetisa

AO GRILO FALANTE, COM AMOR


Logo que aqui chegou
Como um ótimo galanteador
Vivia arrastando suas asinhas
Para todas nós pobres fadinhas
Que suspirávamos de tanto amor
Por este insetinho verdinho
Que a todas nós encantou
Com sua viola fazendo cantigas
E juras de amor
A lagartinha que ele tinha tanto pavor
Resolveu virar uma linda borboleta
Para eles viverem uma linda estória
De amor

Grilo Falante, no entanto
Nem se importou
Mas a feia a bela virou
E logo outro amor
encontrou
Agora ele vivi suspirando
com a cabeça nas nuvens
Pelo jardim encantado
E não conta para ninguém
por estar envergonhado
Porque acabou se apaixonando
Pela linda borboleta azul

♥ Fada Dos Sonhos ♥

Simplesmente.... Espetacular!

Achei que seria só mais um feitiço
que sua chegada no Portal causaria
vejo agora como eu estava enganada
magia é gigante e cheia de sabedoria

Corações das fadinhas foram tomados
estão transbordando de carinho e amizade
agora até fazem mimos com as letrinhas
Portal ficou com você cheio de majestade

Beijos mágicos

SoninhaBB

JOANNA, A JOANINHA


CAPÍTULO I – UMA NOVA FÃ

Lagarta Falante, tem uma amiguinha querendo lhe conhecer!
Quem é Fada Sol? Estou emocionado! Que legal! Que legal!
Traga-a então, querida amiga Fada Sol, para me ver!
Isto não acontecerá, pois ela é uma deficiente visual;
quanto a isto não tem problema, a gente dá um jeito...
para querer me conhecer essa pessoa deve ser bem bacana.
Você é muito convencida, mas dessa vez como verdade aceito.
A sua nova fã tem seis anos de idade e o nome dela é Joanna.

CAPÍTULO II – GRANDES DIFICULDADES

Para Joanna lhe conhecer aqui muita coisa assim emperra,
vou citá-las pra você: primeiramente ela não mora no Portal;
segundo Joanna mora lá no planeta dos humanos : a Terra,
nosso poder de fadas não dá para trazer alguém tão real;
terceiro ela não enxerga, como irá lhe ver?
quarto será que os familiares da menina vão deixar
ela vir aqui? Se for a resposta sim, como iremos saber?
Não olhe as dificuldades, se não o sonho dela não ira realizar!

CAPÍTULO III – QUEM PODERÁ REALIZAR O DESEJO DA FÃ?

Coincidentemente a Deusa Íris apareceu neste dia para visitar
sua amiga nova, Fada Arco-Íris, ou seja a fadinha xará.
Depois da visita à fada, a deusa foi com a Lagarta conversar,
saber do seu amiguinho se alguma novidade para levar há.
A Lagarta Falante falou que sim e queria a deusa um favor pedir,
disse que não era nada em relação aos deuses e sim uma humana.
Conta-me tudo o que você sabe para que eu possa realmente decidir.
Ao ouvir a história a deusa não pensou duas vezes: vamos trazer a Joanna!

CAPÍTULO IV – RETORNANDO À TERRA

Deusa Íris, eu posso ir á Terra com você e a Lagarta Falante?
Claro que sim Fadinha, afinal de contas ela é a sua amiga!
Então vamos! Através do Arco-Íris chegaremos lá num instante.
Andar de arco-íris é como escorregar em tobogã: da um frio na barriga.
De repente a menina percebe a presença de três seres no local
e mesmo com medo pergunta quem está no seu quarto.
Não se assuste menina, aqui só tem gente muito legal:
eu, deusa Íris, a Lagarta Falante e sua amiga Fada Sol. Reparto

CAPÍTULO V – A JOANINHA JOANNA

com você a mesma alegria que vai sentir ao realizar o seu desejo.
Vamos agora rápido para o Portal dos Sonhos e da magia.
Seus pais não sentirão sua ausência, pois o tempo a eles será um lampejo,
mesmo você, menininha, ficando lá no Portal todo o dia .
Como humana você não irá aproveitar a terra encantada,
por você ter seis anos e ser uma criatura bem pequeninha,
caso me consinta, você será magicamente transformada
num pequeno inseto xará seu: você será uma linda joaninha.

CAPÍTULO VI – O SIM DA JOANNA

Como inseto você enxergará o mundo através de duas anteninhas
queira através de vibrações conhecer, enxergar a terra das fadas,
assim você poderá ver suas novas e lindas amiguinhas
e garanto-lhe que ao conhecê-la todas ficarão consigo fascinadas
como eu estou sinceramente me sentindo agora.
Será que ouvi direito? A sua resposta é mesmo sim?!
Então venha e suba no arco-íris e vamos embora
e imediatamente chegaremos ao mundo das fadas enfim.

CAPÍTULO VII – NO PORTAL DAS FADAS

Ao perceberem gente nova aparecendo, todas as fadas
e acharam o novo inseto um ser colorido e bonitinho.
As anfitriãs ficaram pela joaninha muito encantadas
e a visitante foi coberta por todas com amor e carinho.
Ganhou abraços, sorrisos, beijinhos e um monte de presente
para ela não mais esquecer que teve naquele mágico lugar.
Joanna joaninha era só dentes, de tanto que estava contente.
O que ela mais adorou foi a Fada menina com quem amou brincar.

CAPÍTULO VIII – TUDO A NORMALIDADE

Infelizmente tudo que é muito bom parece que dura pouco,
pelo menos é assim que se sentem os nossos queridos personagens.
Ao saber que é o momento de regressar, o pequenino inseto fica louco
porque a Joaninha queria aproveitar o máximo e das coisas tira vantagens.
Vamos Joanna, seu tempo expirou e cada um de nós tem que voltar ao seu mundo,
despede-se de todas que o meu arco-íris para gente ir embora já estou formando.
Vamos Joanna, não posso esperar de jeito nenhum se quer mais um segundo.
Assim que chega ao seu quarto o inseto na menina de antes vai retornando.

O Filho da Poetisa


PS.: Estorinha dedicada a minha amiguinha oculta Joanna.

LAGARTA FALANTE ACABRUNHADA


Querida Fada Menina, sei que vou lhe decepcionar
e que você vai me considerar uma pessoa careta,
confesso-lhe envergonhadamente que não sei dançar
e nem tão pouco sei andar em qualquer bicicleta.

Quando vou pra dança o meu esqueleto não quer balançar
pareço estar com uma armadura medieval toda completa
agora sobre o veículo de duas rodas que não sei pedalar
quando fui aprender, caí no chão, considerei-a obra do capeta.

Desde já considere o seu convite para dançar negado
e o fato de você ter uma bicicleta eu mesmo não a invejo.
De novo lhe peço que não me considere um ser enjoado...

Dei-me um sinal que não ficou chateada!Faça-me um gracejo
para que eu não fique no meu cantinho assim acabrunhado.
Sou um animalzinho que não preciso de bicicleta, pois sou andejo.

O Filho da Poetisa

MAIS UM APURO DA LAGARTA FALANTE


Queridas fadinhas! Queridas fadinhas! Socorro!
Tem uma ave faminta querendo me devorar!
Ai meu deus, será que é hoje que eu morro,
pelo jeito comida dessa ave eu vou virar!

Corro demais... demais... e mais ainda eu corro
e do terrível pássaro eu não consigo me livrar,
não sei mais agora mesmo a quem recorro,
de tão desesperado ,eu não consigo pensar.

Grande deus Thot, risque já da lista dos mortos
meu nome , por favor! Meus pés semimortos
parecem, mas a minha vontade de viver existe.

Ouço uma voz pueril: passarinho, aqui alpiste!
E o bicho que me olhava com olhares absortos
vai atrás da comida fácil e de me comer desiste.

O Filho da Poetisa

O GÊNIO VINGATIVO


CAPÍTULO I - A GARRAFA MÁGICA

Creio que devo mesmo estar com estafa
ou então, ainda cedo estou endoidando,
escuto alguém muito longe chorando
e o pior é que o choro vem daquela garrafa.

Não aquento mais, a voz desabafa!
A minha família perigo está passando,
enquanto isto o tempo continua voando
e esta agonia no meu peito que me abafa.

Pego a garrafa, percebo que ela é diferente,
não dá pra ver nada lá dentro, pois ela não é transparente
faz-me lembrar àquelas garrafas das estórias do oriente.

Seguindo o meu instinto as patinhas na garrafa esfrego,
imediatamente vem em mim um desejo enorme e cego
de ter que ser realizado três pedidos meus e nesta fé me apego.


CAPÍTULO II - CADÊ O GÊNIO?

Depois de sair da garrafa muita fumaça
percebo que estava havendo algum engano
ao invés de aparecer um gênio, apareceu-me um humano
para você vê o meu azar, a minha desgraça.

Ao me ver o ser humano acha muita graça
bate nele um certo ar de desengano:
agora mesmo é que minha sorte entrou pelo cano.
O que fazer agora para livrar minha família da ameaça?

Mesmo me sentindo muito desrespeitada
falei para o ser humano que não estava entendendo nada
e perguntei o porquê da família dele estava sendo ameaçada.

O homem permanecia ainda com o problema atordoado
Olhava-me com um jeito totalmente desconfiado,
mas fazer o quê o humano deve ter pensado...

CAPÍTULO III – O COMEÇO DA ESTÓRIA

Vamos nos apresentar?! Eu me chamo Abdala
e você inseto, como se chama? Eu me chamo Grilo Falante.
O humano de novo ri. O quê,Grilo ? Você é lagarta, sua ignorante!
Nesta hora um ódio de mim e daquele homem no meu olhar exala.

Bem, Lagarta! Ouviu! La-gar-ta! O homem fala,
sou árabe e filho de um grande comerciante.
Lá na Arábia Saudita minha família é importante,
comercializamos todo tipo de tecido como opala...

Desde de pequeno que ouvi falar em gênios. São entidades boas ou más...
Pois bem! Há muito tempo, para ser mais preciso, oitocentos anos atrás
meu ancestral Rachid de aprisionar um gênio mal numa garrafa foi capaz.

Rachid além de ser muito esperto, era também corajoso,
não é qualquer um que enfrenta um gênio maldoso
e graças essas duas qualidades do embate ele saiu vitorioso.

Em pleno século vinte e um, anteontem para ser bem exato
encontro na beira da praia um estranho e bonito artefato,
rapidamente esfrego a garrafa para o gênio sair de imediato.

CAPÍTULO IV - EIS O GÊNIO

E não é que um grande gênio surge à minha frente,
pensando que fosse do bem, fui logo fazendo os meus desejos.
O gênio olha para mim com ódio e me diz em tons de gracejos:
Errou de gênio! Nada de pedidos! Tenho outra coisa em mente!

Ah, até que enfim! Estou livre, livre novamente!
Os meus primeiros dias na garrafa, a vingança era apenas lampejos,
depois dos meus poderes mágicos serviçais tive grandes pejos
e a ira pelo que Rachid me fizera foi me dominando totalmente.

Então o sentimento de vingança começou a falar por mim
e eu jurei : as gerações de Rachid, atuais e futuras, terão o mesmo fim
que ele me impusera; de ficar preso numa garrafa eternamente sim!

Todo gênio tem um amo. O meu é este grande ódio mortal
que sinto por Rachid e seus descendentes. Só descansarei afinal
quando as gerações, futuras e atuais, do Rachid estiverem nesta garrafa infernal.

CAPÍTULO V – DENTRO DA GARRAFA

Já falei demais seu mísero humano! Chega de lero-lero!
Como pra mim você é inútil, dou-lhe o privilégio de ser o primeiro
a ficar dentro da garrafa como infinito prisioneiro,
enquanto eu, vou realizar o meu desejo que tanto quero.

Com um simples estalar de dedos e para o meu desespero,
já estava dentro da garrafa rápido e rasteiro;
um grande pavor tomou conta de mim por inteiro
e aí comecei a chorar por estar em estaca zero.

Dois dias depois ser na garrafa aprisionado,
você me aparece e faz com que eu seja libertado,
sendo meu libertador um pequeno inseto fiquei de novo decepcionado.

CAPÍTULO VI – A FRUSTAÇÃO DE ABDALA

Se o meu libertador fosse um homem bastante inteligente,
ou um general de um grande exército, ou um bravo guerreiro,
ou se fosse um grande sacerdote, ou um bom feiticeiro,
aí sim teria esperança de engarrafar o gênio novamente.

E quem é meu libertador?! Uma Lagarta falante e demente
que acredita ser um grilo, o que não é verdadeiro
e um gênio do mal que tem meus parentes como alvo certeiro...
Oh, grande Alá, você poderia ser mim condescendente!

A Lagarta Falante chocada com que ouvira fica completamente muda.
Como pode um ser precisando demais de uma ajuda
ofender alguém assim de forma tão aguda?!

Como diz o ditado: quem está perdido não caça caminho!
É melhor ter alguém, por pequenino que seja, do que sozinho
ir enfrentar um inimigo tão perigoso e tão mesquinho.

CAPÍTULO VII – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA

Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!

Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!

Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...

Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.

CAPÍTULO VIII – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE

Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.

Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...

A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.

Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.

CAPÍTULO IX – LAGARTA FALANTE SE REVOLTA

Olha aqui, Abdala! Eu sei quem sou! Sou um Grilo Falante!
O que os seus olhos veem é fruto de um cruel encantamento
de uma deusa. A estória é longa e agora não é o momento...
Jamais pensei que fosse passar por uma situação assim tão ultrajante!

Escuta aqui seu árabe mal-agradecido! Em nenhum instante
dirigi-me a você com tanta grosseria e insultamento,
portanto me respeite sim! Seu ser humano nojento!
De seres mal-educados e ingratos quero ficar é bem distante!

Dizendo tudo que tinha para dizer a Lagarta Falante vai embora,
neste momento Abdala outra vez compulsivamente chora
vai atrás do inseto e humildemente lhe implora...

Lagarta Falante! De coração! Peço a você que me perdoe
por ter lhe ofendido de graça, sem razão! Na verdade foi
a primeira vez e espero que seja última. Já fui maltratado, sei como dói.

CAPÍTULO X – A ESTRATEGISTA LAGARTA FALANTE

Desculpas aceitas! Agora vamos estudar a sua real situação!
Há um gênio rancoroso querendo aprisionar todos os seus...
ele não quer matá-los porque se não você já estaria diante de seu deus...
isto mostra que ele não é um gênio mal, só está agindo mal. É a minha conclusão.

Pense comigo, pois duas cabeças pensam melhor do que uma afinal.
Um gênio cuja vingança arremessou os bons sentimentos deles nos breus
de sua alma. Para este, os bons sentimentos se tornaram peças de museus;
o que ele apenas vê na sua frente é um grande ódio imortal, ou será imortal...

A única saída que vejo é o gênio de novo respeitar
ás leis do universo encantado, se ele de novo olhar
a situação normal, com certeza um bom gênio irá retornar.

Tem como me deixar com este gênio focinha a cara?!
Não me olhe com estes olhos de que estou maluca, para!
Assim como você, ele vai subestimar minha inteligência rara.

CAPÍTULO XI – DE FOCINHO E CARA COM O SEU ALGOZ

Como você se atreve ficar de mim zombando!
Lógico que você está protegendo o seu libertador!
não adianta! Vou arrancar-lhe o nome e seja quem for
já pode começar ir desde já rezando!

Não é zombaria não! E do bolso a Lagarta foi tirando.
Eis aqui quem da garrafa me tirou. Não é um ser assustador
mas devo a este inseto esse grandíssimo favor.
Insisto! É pura verdade o que estou lhe falando.

Ao ver o enorme gênio rancoroso volta para si
deu na Lagarta uma forte dor de barriga de piriri,
mas agora é muito tarde, não há como fugi.

Todavia a coragem da Lagarta é superior ao seu medo
e controla a sua dor de barriga. Eis aí revelado o seu segredo
e se tivesse mão, garanto-lhe que no nariz do gênio encostaria o dedo.

CAPÍTULO XII – A VITÓRIA DA LAGARTA

Já que vocês querem brincar, vou levar esta brincadeira até o fim!
Lagarta Falante, você quer me derrotar com que magia?
Vou lhe dar a chance de me atacar para não disserem que usei de covardia...
mas a lagarta assume que não tem poder nenhum e me enfrentaria mesmo assim.

Eu quero lhe mostrar que a sua magia não tem nenhum efeito sobre mim.
Oitocentos anos na garrafa e seus poderem acabaram a bateria,
sem suas mágicas nenhum mal alguém você faria,
portanto não seja ridículo e caia na real enfim!

Ao ouvir as palavras da lagarta o gênio fica entediado
dispara raios e mais raio para tudo quanto é lado
e fala à Lagarta: seu caso agora ficou ainda mais complicado.

O gênio parte sobre a Lagarta bem possesso
envia-lhe várias magias e todas sem sucesso
e o gênio então de choro tem acesso.

CAPÍTULO XIII – DE VOLTA PARA A GARRAFA

O gênio volta à garrafa sentindo-se humilhado
perder para alguém minúsculo e nem magia tinha.
Qual é o segredo que aquela pequena criatura continha
que me fez sair daquele fatídico duela derrotado?

Perdoe-me grande Ala por não ter em você acreditado,
isso demonstra que tenho no senhor era pequenininha...
se o senhor me enviou a Lagarta Falante é porque ela seria minha
solução para este caso tão incrivelmente complicado.

O senhor , Alá, me ouviu e veio me ajudar por eu ter tanto orado
pedindo-lhe que interceda por este servo que estava condenado
a ficar preso numa garrafa mágica até tudo estar consumado.

Enquanto isso o gênio tenta achar uma resposta
para entender o motivo de ter perdido a aposta
e não a encontrado, cada vez mais se desgosta.

CAPÍTULO XIV – O SEGREDO QUE O GÊNIO NÃO SABIA

Com um aspecto muito feliz e cheio de curiosidade,
Abdala quer saber em detalhes qual a magia usada
para que as do gênio não valessem de nada
e que a lagarta lhe contasse toda verdade.

Eu do começo ao fim sempre usei da sinceridade,
não sou uma lagarta. Estou assim porque fui castigada
por uma deusa que por mim sentiu-se insultada.
Sou um Grilo Falante e não uma Lagarta. Esta é minha realidade.

A magia do gênio não teve sobre mim nenhuma utilidade
porque ele, o gênio, queria ter a minha forma modificada
e isto já tinha sido feito pela deusa lá no terra encantada
onde o encontrei na garrafa em plena infelicidade.

Sabia que o gênio possui uma magia bem maior
enquanto eu não possuo nenhuma magia, o que é pior,
porém a magia de um deus em relação ao gênio é bem superior.

Se em vez de me transformar numa outra coisa ou ser
e me desse um chá de sumiço, grande êxito ele iria ter
pois continuo insistindo que nenhuma magia afirmo ter.

CAPÍTULO XV – A SAGACIDADE DA LAGARTA FALANTE

Quer dizer então que o gênio ainda tem sua magia?
Correto! Como ele usou a tática errada eu blefei,
o genial é que ele acreditou em mim. Agora não sei
quanto tempo a mentira vai durar. Pode ser dias ou dia...

Então ainda estamos correndo risco, sabia?
Jurava que tudo estava resolvido,pensei...
Porque você não resolveu o problema de vez, não sei,
só sei que se dependesse de mim este gênio nunca mais aparecia.

Como o devolvi para a garrafa, sou do gênio agora o dono,
não vou deixá-lo em momento algum no abandono...
Você Abdala, pode ficar tranquilo, não precisa perder o sono.

Vou resolver este problema de uma vez por toda sim!
Peço a você duas coisas: primeiro confie em mim
e segundo, sabe onde mora o meu amigo Aladim?

CAPÍTULO XVI – O DESTINO DO GÊNIO

Mais um amigo que se assusta com minha nova aparência.
Não tem outro jeito! Parece que com isto já estou acostumando...
Novamente a estória de como virei Lagarta para ele vou contando.
É meu querido só há duas soluções: cumprir o castigo e ter paciência.

Mas vamos o que interessa. O que traz você à minha residência?
Está vendo essa garrafa que Abdala está segurando?
Dentro dela tem um gênio que há oitocentos anos vem se alimentando
de rancor, vingança, está quase batendo a porta da demência.

Ele não é um ser mal, só traz consigo este grande defeito
e como você, Aladim, tem um gênio que anda direito
talvez ele conversando com o outro gênio pudesse dar um jeito.

Quando o meu gênio não tiver mais consigo esta negatividade
então que seja cumprido o meu desejo: dê a ele liberdade
para que este gênio possa ir em busca de sua felicidade.

O Filho da Poetisa

A ESTÓRIA QUE SEI DA DEUSA DAS FADAS RHIANNON


O que vocês chamam de Rainha das Fadas, Rhiannon,
conheço-a pelos outros nomes que você não faz idéia...
no mundo que sei da mitologia greco-romana, bom!
Ela é chamada de Perséfone, Prosérpina ou Coreia..

Perséfone e nessa mitologia a jovem deusa da fertilidade,
filha da deusa Deméter ou Ceres, deusa da agricultura,
com o deus Júpiter ou Zeus, o deus supremo da divindade;
Prosérpina passou na sua vida uma triste ventura.

Num belo dia quando Coreia estava colhendo lindas flores
ela fora raptada pelo deus do inferno, Hades ou Plutão;
o que fez a sua mãe Deméter ou Ceres sofrer horrores.

Ceres pediu a Zeus que tirasse Perséfone lá do inferno,
como a moça comeu seis grãos de romã ferindo a condição
dada por Zeus à libertá-la foi condena ser esposa de Hades por todo eterno.

O Filho da Poetisa

O GRILO FALANTE E A SINDROME DO PATINHO FEIO


CAPITULO I - O ENGANO

Não ando entendendo muito bem e fico confusa
com o interesse do Grilo Falante no Patinho Feio
um bichinho que foi tão perseguido e maltratado
porque foi chocado em um ninho totalmente errado

Acho que o Grilo está se sentindo muito diferente
realmente a maldição sobre ele foi uma desgraça
mas daí querer reviver uma saga penosa e triste
só estando muito depressivo esse é o meu palpite

Na verdade o patinho era um lindo filhote de cisne
que nem sei dizer como caiu embaixo de uma pata
mas sendo chocado nasceu tão feio e desengonçado
que o bichinho pelos irmãos vivia sendo maltratado

Mamãe pata resolveu passear com seus filhotes
andando na frente com os pequeninos seguindo atrás
mergulharam para refrescar nas águas de um lago
sendo para o patinho feio um momento de regalo

Pegando um atalho nesse pedacinho da historia
acho que o Grilo Falante está sentindo-se em penúria
embora eu não veja motivo para tamanha situação
dá para ver que nele está falhando a sua razão

CAPITULO II - A FEIÚRA E O SOFRIMENTO

Voltando ao passeio e no mergulho dos patinhos
eles brincaram muito e foram descansar num cercado
mas outros patos que alí estavam começaram a xingar
gritando e exaltando sua feiúra com maldade sem parar

Como toda mamãe a pata partiu pra defender o filhote
xingando também as aves que implicavam com o pobrezinho
mas nada adiantava só aumentava o desprezo gratuito
chegando a empurrarem para fora um patinho feio bem aflito

Foi ficando cada vez mais dificil sua vida e muito sofrida
sempre tendo que escapar das gozações e implicâncias
carinho só recebia mesmo com o amor que era incondicional
definhando foi nascendo poucas penas no corpo que fazia mal

Aqui vou aproveitar pegando outro atalho para bem refletir
se o meu amado amigo também não estará adoecendo
pois escondeu-se de todo mundo não quer mais prosear
somente insistindo pra fadinha Arco-Iris esta historia contar

CAPITULO III - A DETERMINAÇÃO

Passando por mal pedaços com um rigoroso inverno
sentindo todas as dores de rejeição da suposta espécie
o patinho feio acabou magrelo e de corpo encurvado
ficando com seu pescoço sem penas todinho pelado

Mas ele estava carregando uma forte determinação
para colocar em prática quando a primavera chegasse
bastaria somente o sol esquentar e brilhar outra vez
que aquela turma da maldade não teria mais freguês

A idéia foi crescendo e não tinha como ser rejeitada
dentro dele só pensava sair dalí e ir para bem longe
bastaria apenas esperar suas asas ficarem bem fortes
para ir embora largar o sofrimento e tentar a sorte


Seguindo por outro atalho estou aqui também pensando
qual seria o tamanho do sofrimento do querido Grilarta
bem sei que não deve ser nada fácil ser sábio e elegante
acabar transformado numa feia e enrrugada lagarta falante

CAPITULO IV - TOMANDO CORAGEM

Patinho feio pensou também que daria alívio para a mãe
sabia que somente ela iria sentir sua falta e mais ninguém
também nem precisaria brigar mais com os seus irmãos
mas quando fosse embora somente levaria mamãe pata no coração

Primavera chegou e decidido bateu as asas e saiu voando
foi voando voando cada vez ficando dalí mais distante
de repente viu um belo e grande jardim perto dele chegando
tinha um lago e nele três lindos cisnes estavam nadando

O patinho feio ficou olhando por horas a beleza dos cisnes
desejando muito mas muito por alí ficar e deles ser amigo
mas lembrou que era um pato feio e ficou bastante indeciso
tomou coragem resolveu enfrentar e fazer o que fosse preciso

Eu novamente pego um desvio e fico parada a analisar
será que o Grilo Falante está com receio de uma grande rejeição
sendo sempre muito mimado no Portal dos Sonhos e da Magia
não suportaria agora tamanho desprezo e com certeza morreria

CAPITULO V - A DESCOBERTA FELIZ

Determinado o pato voou para perto dos cisnes e nadou ligeiro
olhando para o espelho da água ficou muito surpreso com o que viu
refletido nela era um lindo e elegante cisne branco que nadava
orgulhoso não parava de olhar sua imagem e nada mais importava

Criancinhas chegaram no jardim fizeram muita algazarra
tinha chegado um cisne novo e fizeram para ele vários elogios
pois era muito bonito e bastante elegante sua maneira de nadar
que acabou sendo o cisne mais lindo habitando aquele lugar

Agora ele não era mais um patinho feio era um lindo cisne
estava no seu meio e não sofreria nunca mais rejeição
sendo admirado por todos até ficou muito envergonhado
pensou que com aquela felicidade jamais tinha sonhado

Volto a pensar no meu triste amigo agora transformado
rezando com a hora de se olhar e ver tudo aquilo acabado
percebo e entendo a insistência de ouvir essa história
quer apenas a esperança de um final feliz na sua memória

SoninhaBB

OS TRÊS PORQUINHOS


CAPÍTULO I – UMA POBRE FAMÍLIA

Era uma vez... era uma vez...
uns meninos bem porquinhos,
na quantidade eram três;
eles viviam largadinhos
assim o três pobres coitadinhos
ficavam no mundo largados,
pois seus pais viviam alcoolizados,
torravam todo dinheiro em bebida
e com isso viviam endividados
não pagando qualquer dívida,
nem tão pouco colocavam em casa comida.

CAPÍTULO II – LAR AMARGO LAR

Na casa dessa família não tinha iluminação,
não tinha água... faltava tudo!
Não tendo luz, não há como assistir televisão
e o rádio deles ficava praticamente mudo.
Não tendo água os meninos viviam imundos,
também seus pais pareciam dois vagabundos;
para ser mais franco, pareciam moradores de ruas,
os filhos deles viviam mendigando
na tentativa de matarem a fome suas
e muitos nãos eles iam escutando
de gente que de sentimentos vivem nuas.

CAPÍTULO III – O CAÇULA

Os três meninos não tinham certidão de nascimento,
nem o nome deles era na verdade conhecido...
eles eram chamados a todo momento
somente através de apelidos (cada um tinha um apelido).
O caçula tinha o alcunha de Palhaço
porque apenas uma boa palha de aço
para tirar do corpo dele toda a sujeira
e dar a ele a boa sensação verdadeira
do frescor de um belo e gostoso banho,
mas para ele isso não passa de uma brincadeira,
brincadeira de um mau gosto que não tem tamanho!

CAPÍTULO IV – O IRMÃO DO MEIO

O apelido do menino do meio também não era bonito
era mesmo daqueles apelidos bem exóticos, diferentes...
O menino do meio era chamado de Palito
por trazer sempre consigo um graveto limpando unhas ou dentes.
Não! Palito não era, apesar do apelido, magrelo
e como os dois irmãos também não era belo.
Sentia-se incomodado com as unhas e boca sujas,
desejava ter a boca bem escovada
e as unhas limpas, transparentes cujas
mãos sonhavam em tocar uma boa viola
para acompanhá-lo na sua cantarola.

CAPÍTULO V – O IRMÃO MAIS VELHO

Como primogênito dos irmãos “sem nomes”
o apelido do mesmo era Pedrito.
Era tão sujo que só várias pedras- pomes
para deixá-lo próximo de bonito.
Por estar mais tempo nesta vida dura
trazia o coração cheio de amargura.
Culpava seus pais por ele ter uma vida maldita,
amabilidade era uma fantasia pura
somente daqueles que não tem a mesma desdita
que ele, vivendo num mundo cheio de ilusão
até o momento em que o infortúnio venha lhe dar a mão.

CAPÍTULO VI – A DEUSA ÍSIS

Sabendo que a vida das crianças não era maravilha
assim como era também triste a vida daqueles pais.
A deusa egípcia Isis, a deusa da família,
resolve interceder por aqueles pobres mortais,
por isto ela vai ao Portal dos Sonhos e Magia
acreditando que seu amigo Grilo Falante poderia
ajudar-lhe a resolver aquela terrível situação.
Chegando lá quase que a deusa se enfarta
ao ver o seu amigo transformado em uma lagarta.
Depois do susto mantém o pedido de ajuda ao seu amigo
que aceita ajudá-la mesmo estando sob castigo.

CAPÍTULO VII – O QUADRADO MÁGICO

A Lagarta Falante entende todo sentimento de dó
que a deusa egípcia traz no seu bondoso coração,
só que o inseto diz que não pode ir só
para cumprir com sucesso aquela missão.
Obtendo da deusa Ísis a branca carta
para lhe ajudar nesta tarefa a Falante Lagarta
pede auxílio as fadas Dos Sonhos, Menina e Azul (sua dindinha),
que ficaram felizes em poder dar uma mãozinha;
enquanto que a tristeza do Grilo Falante pra longe fora,
pois a condição de ser lagarta neste instante o Grilo ignora
porque o inseto se preocupa em ajudar a deusa egípcia agora.

CAPÍTULO VIII – NA HUMANIDADE

A deusa Ísis deixou os seres fantásticos no terreiro
da pobre família, que era um imenso matagal,
naquele lugar seria até costumeiro
ter lagarta e insetos naquele quintal.
Quando os três meninos chegaram da rua, seu segundo lar,
enxergaram no mato a horrível Lagarta Falante
e tiveram o desejo cruel e assassino de nela pisar.
A vontade dos meninos só não foi avante
porque a Fada Azul lançou sua poderosa magia
sobre a Lagarta e sua amiga das crianças protegia.
Os malvadinhos perceberam que algo diferente lá acontecia.

CAPÍTULO IX – TRÊS POR QUATRO

O menino mais velho percebeu que o fato era sobrenatural
se benzeu todo, chegando a sentir muito medo
e para ele a Lagarta falante abriu a boca final
pedindo-lhe para que ele guardasse este segredo.
Os outros dois irmãos tiveram também a mesma sina.
Passando o choque e os meninos cada vez mais curiosos,
foram apresentados a eles as fadas Do Sonho, Azul e Menina
e olhavam para a Lagarta que fala... Nossa!Quanto dinheiro poderia ganhar
só com o raro animal, bastando apenas aquela Lagarta falar
e nesta miséria que eles vivem, jamais iriam ficar!

CAPÍTULO X – O DESEJO DESCOBERTO

Obrigada, Fada Azul, pelo alerta,
as carinhas deles de jeito nenhum me convence.
Pode tirar da cabeça esta ideia, pois ela não dará certa
de me transformar numa incrível atração circense.
A madrasta má da Branca de Neve tentou e se deu mal...
eles esqueceram que venho do mundo encantado e não do mundo real;
eu vim com o objetivo de torná-los felizes
missão esta a mim confiada pela deusa Ísis,
a minha ajuda não será de ter em mim uma fonte de ganhar dinheiro
e sim em mudar o modo de viver seus por inteiro.

CAPÍTULO XI – CONVERSA SINCERA

Como vocês têm oito, sete e seis anos, respectivamente,
é necessário que vocês sejam reconhecidos como cidadãos,
só assim terão os seus direitos resguardados e existirão legalmente
e para isso é necessário que cada um tenha o registro de nascimento em mãos.
Primeiramente, nossos pais terão que parar de beber,
disse tristemente o irmão porquinho caçula,
para que a nossa vida não seja assim tão chula
e a gente possa então atrás dos nossos sonhos correr...
Correto, disse Fada Azul! Mas não é pedindo esmola
que vocês algum dia alguém poderão sonhar a ser,
mas sim através da educação, através de uma boa escola!

CAPÍTULO XII – UMA GOTA DE FELICIDADE

Enquanto a Fada Azul e a Lagarta Falante conversam seriamente e sem frescura,
a Fada menina vinha fazendo uma nova travessura
para alegrar aquele sem colorido e sóbrio ambiente,
remedando a Fada Azul e a Lagarta falante
arrancando risos de todos, virando mais tarde gargalhadas espontaneamente,
chegando a amolecer o coração e a face do irmão mais velho
que de tanto rir ficava igual tomate(vermelho).
pena que naquele instante não havia ali se quer um espelho
a fim de que o irmão mais velho pudesse com os seus próprios olhos ver
que feliz, qualquer um, até ele mesmo pode ser,
mas para isto a amargura do seu peito terá que desaparecer.

CAPÍTULO XIII – OTRABALHO DA FADA DOS SONHOS

Aproveitando-se de que os pais das crianças viviam apagados,
pois eles estavam constantemente sobre efeito da bebida,
a Fada dos Sonhos começou a dar os seus recados
nos sonhos deles de como eles podem melhorar de vida.
Ao acordarem e contarem os seus sonhos e veem que eles foram iguais,
ambos se convencem de que cada vez mais
os seus sonhos não são simplesmente sonhos e sim
de que eles estão recebendo mensagens divinas com o fim
de deixarem de lado aquela vida tão ruim
e possam viver, quem sabe, uma outra realidade
que lhes permitem ir em busca da felicidade.

CAPÍTULO XIV – O NOME DAS CRIANÇAS

Sonhar o mesmo sonho a semana inteira não pode ser coincidência...
com a mesma linda moça alada enchendo-lhe de esperanças...
os pais resolvem por a mão na consciência
e num deste despertar vai ao cartório registrar as crianças.
O mais velho recebeu o nome de Radamés, o do meio Isidro e o caçula Isidoro,
nomes estes que foram ditos pela moça alada dos sonhos de um jeito bem canoro,
mesmo os pais das crianças não sabendo os seus significados,
Obedecendo os seus sonhos esse foram os nomes aos filhos dados.
Todos os três nomes possuem os seguintes significados e raízes:
Radamés (egípcio) = filho dos deuses; Isidoro e Isidro (gregos) =
dádiva de Ísis.
A nova esperança dos pais era de que a vida de seus filhos tivesse novas diretrizes.

CAPÍTULO XV – PESADELO

Dois dias seguintes, os pais das crianças tiveram o seguinte pesadelo...
quando eles foram secamente beber um copo de cachaça
viram o líquido se transformar em algo horrendo, que qualquer um rechaça,
chegando a arrepiar do corpo todo o cabelo;
do vasilhame da bebida saía uma Lagarta Falante
com um olhar monstruoso e dizia num tom delirante:
quando você toma “da água que o passarinho não bebe”
é a mim na verdade que o seu corpo recebe
e uma vez alojado no seu interior, a cada gole
que você dá, a minha boca um pedaço da sua saúde engole
e depois lá na frente vem a morte que o console.

CAPÍTULO XVII – O FIM DA MARGINALIDADE

Vendo que aquela família está mudando de verdade,
o presidente da associação do bairro convoca a comunidade
para ajudar a família dos meninos Isidro, Isidoro e Radamés,
e todos propõem ajudá-la para que ela não caia outra vez.
As vizinhanças lhe dão água, cestas básicas e roupas usadas,
festanças na comunidade foram organizadas
para que essa família possa pôr suas contas de água e luz em dia;
enquanto a Fada Menina vai distribuindo alegria
àquelas crianças que antes da chegada dela nada disto conhecia.
A Fada Azul vai acompanhando a todos e tudo bem atenta,
já a Lagarta Falante vendo seus planos dando certo se contenta.

CAPÍTULO XVIII – DE VOLTA À DIGNIDADE

Água em casa, luz também. Agora podem ouvir rádio e ver televisão.
A situação dos meninos nunca estivera tão legal!
Na casa deles já não estava faltando mais pão
e o terreiro estava bem limpo, não havia mais o matagal.
As crianças estão matriculadas na escola e os pais agora trabalhando,
o grupo dos Alcoólicos Anônimos a família está de perto acompanhando.
A missão dos nossos amiguinhos já está bem no final
pouquíssima coisa agora existe para fazer.
A Lagarta Falante pede gentilmente à Fada dos Sonhos fornecer
belos sonhos e o mundo inteiro naquele momento adormecer,
mesmo não tendo explicação atende ao amigo sem nada entender.

CAPÍTULO XIX – RETORNO D DEUSA ÍSIS

A deusa Ísis aparece de repente, vê tudo praticamente solucionado,
fica orgulhosa e muito feliz das amigas terem êxito na missão.
Cada menino daquela família não mais de porquinho será chamado
e os pais dela para o vício da bebida voltam mais não.
A Fada menina toma a palavra e diz de forma tão descarada:
- Ei, deusa, você mesma que veio lá do alto, do céu,
tá na cara que a senhora não é o Papai Noel,
mas não dá para dar brinquedos para a garotada?!
As Fada Azul, dos Sonhos e a Lagarta Falante pedem desculpas à deusa egípcia.
Ísis disse que não há do que desculpar e achou a ideia uma delícia
e que este será o jeito de dizer às amigas MUITO OBRIGADA.

>O Filho da Poetisa

O AMADO GRILARTA


Meu amado amigo Grilo Falante
como sabem está enfeitiçado
Afrodite não perdoou seu galanteio
não sendo para ela foi castigado

Agora está triste com depressão
tem que esperar os dias passarem
só assim vai conseguir sair da maldição
sua vida virou uma verdadeira contagem

Fada Arco-Íris está fazendo o que pode
enchendo de carinho e muita conversa
mas sente que o amigo agora Grilarta
está irritado e nada mais interessa

Não faz mais serenatas sob o luar
nem quer saber de relatar suas historias
está amuado anda caído pelos cantos
sua ausencia e tristeza são notórias

Está vivendo mergulhado na gramática
aguçou ainda mais sua sapiencia
Fadinha só quer ver o Grilarta feliz
não importando quanto vai usar de paciencia

Foi pedir ajuda a Deusa das Fadas Rhiannon
que ajudou muito penalizada com tudo aquilo
fez magia para ela não enxergar sua metamorfose
dando certo pois só ela vê o amigo em grande estilo

SoninhaBB

AMADO AMIGO GRILANTE


Pense bem na sua confusão
transformado numa asquerosa lagarta
como castigo esperando a morte de outrem
para conseguir a bendita redenção

Parece com aquela historinha do sapo
de receber um beijo para se transformar
antes fosse tão facil assim essa questão
pois seria a primeira da fila para te beijar

Agora é ter muita paciencia
aproveitar a lentidão dos seus dias para pensar
Cuidaremos da tua vidinha nesses tempos
mas de divindades não queremos nem ouvir falar

SoninhaBB

A LAGARTA FALANTE


Querida amiga Fada Arco-Íris, credo em cruz!
Terei que viver mais ou menos um mês
na pele deste inseto asqueroso.
Creio que se no lugar da Fada Mão de Luz
e através do deus Hermes consultasse o Apolo de uma vez
não aconteceria conosco nada de perigoso.

Já lhe disse que Apolo é o deus da ciência divinatória
é só procurar uma de suas belas sacerdotisas,
principalmente lá em Delfos, seu templo mais consagrado.
Não adianta nada agora. Paciência! Esta verdade fugiu de sua memória
e a deusa Afrodite descarregou sobre mim suas fúrias tão precisas
deixando –me com ela bastante magoado.

Já é tarde!Não tem mais jeito! Não há mais nada o que fazer
com os deuses não há meio termo: é oito ou oitenta.
como garante o velho e sábio provérbio popular.
O que um deus fez outro deus não pode desfazer.
Esta é uma lei que em harmonia o sustenta,
portanto é cumprir o castigo até acabar.

Não tive a pretensão alguma em desrespeitar a deusa Afrodite,
faço poesia através de um método totalmente empírico
e só quis ser um gentil com a nova “falsa” fada.
Apesar da deusa não acreditar espero que você acredite
pois todo poeta traz consigo um eu – lírico,
que às vezes escreve sobre o próprio poeta ou uma situação por ele imaginada.

O Filho da Poetisa

A FALSA FADA BEL


CAPITULO I

Surgiu no Portal dos Sonhos e da Magia
uma bela e misteriosa fada chamada Bel
era realmente interessante e muito linda
mas ninguém sabia que vinha carregadinha de fel

Como a bondade reina nos seres encantados
foi recebida com muito carinho e atenção
nem imaginavam que aquele encontro inesperado
traria muita dor de cabeça carregada de maldição

Bel foi muito gentil e agradável com todos
mas tomou para si a companhia do grilo falante
Fadas Arco-Íris e Azul acharam muito estranho
alguma coisa incomodava e era bastante

Chamaram a fada Mãos de Luz para consultar
tentando desvendar aquele incomodo mistério
seria ciúmes atacando as bondosas fadinhas
ou estariam sendo cautelosas sem nenhum critério

CAPITULO II

Fadinhas não estavam gostando daquela sensação
Grilo Falante estava realmente muito fascinado
todos caiam de mesuras por aquela linda fada Bel
quando chegou um visitante bem inesperado

Era Hermes uma divindade mensageira de Apolo
chegando para saber do seu protegido inseto
mas nem deu deu importancia para sua missão
ficou escravo da beleza de Bel esquecendo o resto

Bem atrevida e envolvente foi logo pedindo favores
deixando a fada Arco-Íris ainda mais intrigada
qual seria o interesse de contactar a deusa Afrodite
mandando um poema do Grilo para deixá-la irada

Afrontou a divindade atacando sua majestosa beleza
resultando numa visita desagradável ao Portal
procurou bastante irritada pela Fadinha Arco-íris
relatando todo o acontecido criando um clima sem igual

CAPITULO III

Fadinhas logo entraram em agonia com a descoberta
da fada ser bruxa má circulando e arquitetando livremente
pendurada num Grilo Falante sem a menor sapiencia
sabiam que agora era esperar pelo pior infelizmente

Começando o duelo de beleza da bruxa com Afrodite
guerra nunca imaginável naquele reino enfeitiçado
fadinhas ficaram sem ação com aquela cena dantesca
vendo ser até consultado o famoso espelho encantado

O resultado estava claro demais para fada Arco-Íris
sabendo do final óbvio e que também viria amaldiçoado
agora restava somente pensar em fazer uma magia
que deixasse seu amado amigo falante conformado

Terminado o confronto veio o esperado vaticinio
lançado pela divindade cheia de poder e beleza
a bruxa foi transformada em cravo de defunto
e o amado amigo numa lagarta cheia de aspereza

CAPITULO IV

Conhecedora da bondade das fadinhas do reino
e não querendo causar mais tristeza nos habitantes
Afrodite determinou que quando morrer o cravo de defunto
voltará a forma original o amado Grilo Falante

Sequer pesou nos seus conceitos de divindade
onde estava e a frágil situação de um inseto cortejado
penalisou assim muitas magias e grandes sonhos
deixando o Portal completamente arrasado

Fada Arco-Íris ficou muito aborrecida com o desfecho
muito se faz para anular tristezas e maldades no Portal
não aceita divindades cheias de vaidade e vingança
invadindo e usando a futil beleza para causar tamanho mal

Sabe que agora vai demorar para voltar a paz
palavrinha muito defendida por todos os seres da magia
Fadinhas não vão tolerar tamanha injustiça praticada
trazendo para o paraíso a malfadada desarmonia

SoninhaBB

A MADASTRA DA BRANCA DE NEVE


CAPÍTULO I – CONSULTANDO O ESPELHO

Espelho, espelho meu,
há alguém mais bonita do que eu?
Dê-me a resposta e seja breve!
Não me venha dizer que é Branca de Neve,
afinal muito tempo já se passou
e a beleza da Branca de Neve já acabou,
pois ela é mortal; quanto a mim sempre estou
bela e jovem graças as minhas mágicas poções
que agrada aos meus olhos e dos mais lindos rapagões...

CAPÍTULO II – VICE NA BELEZA DE NOVO!

Sua Alteza, não fique brava comigo,
pois somente é verdade o que lhe digo:
há sim alguém mais bela que você, acredite,
não é Branca de Neve e sim Vênus ou Afrodite.
Por favor, minha rainha, comigo não se irrite!
Este ser é a deusa grega do amor e da beleza
e qualquer deus ou mortal, com certeza,
fica por ela totalmente fascinado
desejando ser dela amante ou namorado.

CAPÍTULO III – O ÓDIO DA RAINHA

Mil diabos! Você me deixou irada, espelho mágico!
A minha vontade é de lhe fazer algo bem trágico
como lhe arremessar com violência esta cadeira,
mas como sei que você não pode falar asneira
tenho que ouvir esta barbaridade, queira ou não queira
e o que é pior: aceitar este absurdo como verdade!
Agora a situação ganhou maior complexidade
pelo fato de ser uma deusa a minha nova adversária;
neste caso não posso cometer nenhuma falha primária.


CAPÍTULO IV – COMO ENTRAR EM CONTATO COM A DEUSA

Que pretensão! Ser deusa da beleza enquanto que a mais bela sou eu!
Se dizer deusa do amor coisa que a muito tempo morreu.
No coração de todo ser da humanidade
atualmente só pensa em materialidade
onde o dinheiro é capaz de tornar real a nossa necessidade...
Espelho mágico! Como faço para encontrar essa talzinha?
Há no Portal dos Sonhos e da Magia, minha rainha,
um Grilo Falante que veio de lá , deste mundo mitológico,
somente ele pode ser a nossa via... é lógico!

CAPÍTULO V – IDEIA MAQUIAVÉLICA

Já que somente o Grilo Falante é a nossa via
terei que mantê-lo vinte quatro horas em vigia
até que arranje um meio de entrar em contato
com a minha inimiga. Aí sim, neste caso, de fato
saberei quando enfrentá-la no momento exato.
Como o Grilo Falante mora com as fadas, me transformarei também numa
e assim não levantarei suspeita nenhuma
da minha real e malvada identidade
e darei ao inseto a minha falsa amizade.

CAPÍTULO VI – A FADA BEL

A bruxa fica bastante feliz com o seu plano cruel,
faz uma poção e a toma, transformando-se numa fada de codinome Bel.
A feiticeira má escolheu este nome não foi em vão
e sim prestar homenagem por quem tem admiração:
Belzebu, que do inferno é o capeta chefão.
Terceiros pensarão que Bel vem da palavra bela,
pois a bruxa virou uma linda fada -caindo no truque dela -
não percebendo nesse nome nenhuma maldade
e continuarão diante da Fada Bel na maior ingenuidade.

CAPÍTULO VII – NO MUNDO DAS FADAS

Com carinho de sempre a nova fada foi assim recebida
com as fadinhas contentes, felizes da vida,
em ter nova amiga no Portal dos Sonhos e Magia.
As fadas perguntaram à Fada Bel se ela gostava de poesia
porque lá no mundo delas tinha alguém que tal texto escrevia .
A Fada Bel mentiu falando que de poemas era amante
e aproveitando este motivo ela fora apresentada ao Grilo Falante
que com naturalidade a presenteou com um poema
exaltando a beleza da mesma como tema.

CAPÍTULO VIII – NA COLA DO GRILO FALANTE

Você quer encontrar a Fada Bel? É só ir atrás do Grilo Falante
que você encontrará a fada de beleza radiante
e ambos entre conversas, declamação de poemas e risadas,
chegando a despertar imenso ciúme nas fadas,
acreditando que o Grilo Falante as haviam abandonadas,
vivendo agora só para a recém-chegada Fada Bel
deixando-as com uma inveja muito cruel
daquela fada que o Grilo Falante não se desgruda;
se o grilo some um pouco, Fada Bel vê na situação como um Deus nos acuda.

CAPÍTULO IX – A MISSÃO DE HERMES

Hermes ou Mercúrio é um deus mensageiro
da mitologia greco-romana. Ele fora enviado pelo companheiro
e protetor do Grilo Falante, o deus Apolo ou Febo.
- Hermes, há muitos dias que eu não recebo
a notícia do meu querido inseto, por isto lhe concebo
a missão de lá no Portal para ver como ele está passando
e se por acaso de minha ajuda estiver precisando,
venha imediatamente trazer-me tal recado
para que este meu querido amigo seja por mim ajudado.

CAPÍTULO X – A VISITA DE HERMES

O deus mensageiro parte para cumprir a sua missão,
mal consegue falar com o grilo porque sua atenção
está voltada para a beleza e formosura da Fada Bel.
Hermes, ao olhar para nova fada, sentiu-se está no céu,
dentro de si está no maior escarcéu
pois no que está vendo não está acreditando:
a encantadora fada intencionalmente está se aproximando...
Deus Hermes, você poderia fazer um grande favor para mim?
Você, fada, quer dar um recado para algum deus? Claro que sim!

CAPÍTULO XI – O RECADO DA FADA BEL

Depois de passar primeiro no Apolo e lhe informar tudo que acontecera,
Hermes entrega à Afrodite o recado que a Fada bel lhe escrevera.
Deusa Afrodite, você que se diz deusa do amor e da beleza,
trago-lhe uma notícia que causará enorme tristeza;
como pode ver está no fim a sua realeza.
Leia este poema que o Grilo Falante fez a mim, Fada Bel,
e se conscientize que o seu reinado já foi pro beleléu.
Quer me encontrar? Estou no mundo da fada,
lá você constatará que sua beleza diante da minha não é nada!

CAPÍTULO XII – A CÓLERA DE AFRODITE

Por Zeus, jamais recebera de alguém tal afronta!
A Fada Bel acredita que é tão bela que está pronta
até para me desafiar! Até um poema do Grilo Falante a fada recebeu!
Deixa-a! Vou agora ao mundo encantado mostrar quem sou eu,
que continuo sendo de todas a mais bela e o meu reinado não morreu!
E esse grilo idiota! Terá que me explicar este poema!
Tomara que deus Apolo não compre as dores do seu amigo,
uma vez que esse inseto está merecendo um belo castigo!

CAPÍTULO XIII - AFRODITE VERSUS FADA BEL

A deusa Afrodite aparece rapidamente no mundo encantado
e mesmo cheio de cólera e com o semblante fechado,
a deusa da beleza era cada vez mais linda em toda plenitude
e a Fada Bel então cheia de atitude
deixa de ser fada e volta a ser bruxa, a madrasta rude
da estória da Branca de Neve e os Sete Anões...
Bruxa convencida! Você só é apresentável assim graças as suas poções
que fazem com que você tenha esta beleza temporária;
se não tomá-las, você se torna a criatura mais ordinária
que existe em toda face do planeta Terra.
Quem é você, ser horrendo, para vir me declarar guerra?

CAPÍTULO XIV – AINDA O DUELO DA BRUXA COM A DEUSA

Como quero um julgamento com toda honestidade
convoco neste momento o seu espelho mágico,pois ele só diz a verdade,
para dizer qual entre nós é a mais formosa, a mais linda
e eu deixo você tomar as suas porções ainda
para que o confronto seja igual, já que estamos na berlinda.
Tomando todas as porções de beleza que trazia consigo
a bruxa má sentiu-se tão confiante e fora de perigo,
ainda mais sendo o juiz o espelho mágico de quem era detentora...
Claro! Tomando todas as poções ficaria mais linda e seria dada como vencedora.

CAPÍTULO XV – A PLATEIA

No mundo das fadas todos estavam bem excitados,
jamais teria acontecido fatos que lhes deixassem tão impressionados
como este que agora que estava acontecendo naquele momento...
Era um duela de beldades que terá o julgamento
de um espelho que não pode falar mentira consoante o encantamento
e todos os presentes querendo saber do resultado,
torcendo, óbvio, para a deusa e não para o ser malvado,
que ela ganhe a competição e derrote de novo a força do mal.
Vamos escritor? Diga para nós quem venceu o duelo afinal?

CAPÍTULO XVI – SUPREMACIA DA AFRODITE

O espelho então solta afinal o veredicto,
não há nenhuma dúvida, disto ele está convicto,
Afrodite é a mais bela de todas as criaturas.
Sinto muito minha rainha, mesmo que lhe traga amarguras
só posso dizer verdades, por mais que elas sejam duras...
outra coisa: a beleza de Afrodite perto da sua está a ano-luz!
Ao ouvir a sentença final, a deusa Afrodite reduz
a bruxa em pó e a espalha na terra co o recado que a megera lhe enviara junto
Da combinação dos dois, a bruxa é transformada num cravo de defunto.

CAPÍTULO XVII – O CASTIGO DO GRILO FALANTE

A deusa Afrodite agora se dirige ao Grilo Falante
e diz ao inseto num tom não só ameaçante:
- Como, seu infeliz, você pode escrever tamanha heresia?
As fadinhas queriam salvar o amigo, porém a magia
delas contra uma deusa poderosa não tinha nenhuma valia...
- Já que você escreve coisas tão lindas e possui uma mente farta
vou castigá-lo transformando-o numa horrorosa lagarta
e quando, a ex-bruxa, o cravo de defunto morrer
novamente num Grilo Falante você voltará ser.

CAPÍTULO XVIII – AS COMPAIXÕES DAS FADINHAS

As fadinhas queriam o cravo de defunto, ex-bruxa, destruir
para que o castigo da Afrodite o grilo pudesse sair,
porém a Fada das Flores não aceitou e interveio
achando que as amiguinhas iriam praticar um gesto feio
de tirar a vida de uma planta que no mundo veio
através da deusa Afrodite. Amigas, não adianta,
como Fada das Flores é meu dever proteger esta planta,
enquanto o Grilo Falante, nosso amigo pequenino,
infelizmente terá que cumprir o seu triste destino.

O Filho da Poetisa

SONETO PÓS-NATALINO


Espero que o seu natal tenha sido magnífico
assim como maravilhoso natal foi o meu,
pousou sobre os meus um clima pacífico,
também um sagrado amor prevaleceu.

Tive uma linda e bem caprichada ceia
trocamos entre nós os natalinos presentes
a casa da gente querida estava bem cheia
e todos estavam satisfeitos e contentes.

Lembramos de Cristo o principal aniversariante
que é a causa maior de existir este grande dia, o natal
e a Ele nos dirigimos com humildade impressionante

Agradecemos com fé o gesto divino Dele para nós
e pedimos que a paz, o amor, a fé Nele seja uma constante
em nossas vidas e que Ele seja diante de Deus o nosso porta-voz.

O Filho da Poetisa

DEUS E PAPAI NOEL


No mundo da fantasia acredito em Papai Noel,
agora no mundo real acredito em Papai do Céu.
Ao Papai Noel eu peço qualquer tipo de presente,
já ao Papai do Céu peço saúde, paz e fartura pra gente.

O querido Papai do Noel entra em minha casa pela chaminé
e ele só vem no dia de natal quando já estou até sonhando
por sua vez o Papai do céu vem à minha casa pela minha fé
e inclusive todo santo dia quando estou silenciosamente orando.

Papai Noel é um ser mágico, um ser a muito tempo lendário
que reside ternamente no meu belo infantil imaginário
embeleza encantadoramente a minha difícil realidade.

Já o Papai do Céu é real não é nenhuma ficção,
reside divinamente no meu pequenino coração
santificando a minha humilde vida de verdade.

O Filho da Poetisa

APELO ATENDIDO


Nossa, amigo Grilo Falante
você anda carregando muita ansiedade
a Fada Menina mora no Portal faz tempo
apenas apronta muito essa é a verdade

Adora brincar de esconde-esconde
deixando Fada Arco-Íris muito preocupada
carrega uma natureza muito travessa
é na magia uma fadinha muito amada

Para você ter uma rapida idéia
queria viver sem aparecer no Portal
Arco-Íris arrumou uma linda casinha
mas a danadinha sabe que é especial

Por isso apronta nos sonhos e na magia
vai e vem quando bem entende e quer
tem um espirito delicioso e cheio de alegria
passe no seu cantinho e não se apaixone se puder

SoninhaBB

AGONIA GRILANTE


Ai, amado amigo grilo falante
que agonia você agora me ofereceu
sequer pensei em envolver-me em tal história
apenas lancei aqui um pensamento meu

Pandora uma ora carrega inteligencia e bondade
em outra mente e reage que nem criança mimada
que culpa tenho eu se ela fez grande bobagem
perdoe-me mas não ficarei atrapalhada

Sabemos que a curiosidade tem dois lados
podemos nos dar mal sem sequer querer
a única coisa que me deixa confortada
é que na história ninguém pode mexer

Quanto a Zeus sei que ele sabe de tudo
esta fadinha já conhece bem seus preceitos
não sou desconhecida para essa divindade
é notório o bem e que carrego grande respeito

Nossa viagem foi demais e super fantástica
sabemos bem que Zeus vigiou cada pedacinho
não poderia deixar de ter resultado triunfante
pois é muito gritante o nosso mútuo carinho

SoninhaBB

SONETO DE NATAL


Hoje não é um dia comum e sim muito especial
é um dia que tem um gesto divino de amor
hoje é simplesmente o lindo dia de natal
dia do nascimento do nosso Salvador.

Só podia mesmo vir do Deus, Nosso Criador,
com a missão de nos livrarmos de todo mal,
por isso a Jesus Cristo sempre damos louvor,
porque sem ele nossa vida seria infernal.

É para Jesus que caminho as minhas orações
que no seu templo sagrado toco e canto canções,
como uma forma de agradecê-lo pelo que fez por nós.

Esforço-me em seguir seus exemplos e cumprir a sua lei
como um humilde súdito se alegra em servir o seu rei...
Em todo lugar que vou tenho a pretensão de ser seu porta-voz!

O Filho da Poetisa